domingo, 28 de junho de 2015

A 28 de Junho de 2010 - Morre, aos 77 anos, o dramaturgo, poeta, crítico, ensaísta e artista plástico Jorge Guimarães.



Artista multifacetado, que deixa para trás um volume considerável de obras publicadas - e outras tantas inéditas - o nome de Jorge Guimarães ficará para sempre ligado ao teatro, onde se estreou com a peça ‘Cenas de uma Tarde de Verão', que escreveu no final da década de 90 para a actriz Maria José Paschoal. A peça viria a ter estreia no Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), sob a direcção de António Rama e com interpretações da própria Maria José Paschoal, António Cordeiro, José Eduardo e Augusto Portela. Nos anos seguintes, o seu teatro conheceu um interesse crescente: em 2002 a sua peça ‘Tudo para Nada' foi traduzida para inglês e estreou no Menier Chocolate Factory, em Londres, numa encenação do português Eduardo Barreto, e em 2006 Carlos Avilez levava à cena, no Teatro Mirita Casimiro, Monte Estoril, ‘Queiroz - O Mistério da Estrada da vida', um texto que aborda a polémica em torno do nascimento de Eça. Mais recentemente, Jorge Guimarães veria outra peça sua a subir ao palco do TNDM II: ‘Vermelho Transparente' foi encenado por Rui Mendes e protagonizado por Helena Laureano e Luís Esparteiro no palco da Sala Estúdio em 2006. Recentemente, e já no hospital, o escritor escreveu - a pedido de Celso Cleto - a peça ‘Os Ventos Uivantes', texto que recorda o envolvimento português na guerra civil espanhola e que o encenador tenciona estrear na próxima temporada, resultado de uma co-produção luso-espanhola. Entre as obras publicadas de Jorge Guimarães contam-se os romances ‘Festa em Saint-Cloud' ou ‘Sete Dias Diferentes'. Inéditos permanecem, entre outros, ‘Os Maias Revisitados', livro em que conta um possível reencontro entre os irmãos incestuosos de Eça de Queiroz, e peças de teatro como ‘Regresso a Ítaca' ou ‘Três Dias na Vida de Salazar'.

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