sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Carlos Manuel Puebla Concha, mais conhecido como Carlos Puebla, nasceu em Manzanillo, Oriente/EUA a 11 de setembro de 1917





Carlos Manuel Puebla Concha, mais conhecido como Carlos Puebla, nasceu em Manzanillo, Oriente/EUA a 11 de setembro de 1917 e morreu em Havana/Cuba a 12 de julho de 1989, é um compositor e guitarrista, que cultivou os mais diversos géneros da música popular cubana, como o bolero, o son, a guaracha, o sucu-sucu, todos trabalhados com as características rítmicas e estilisticas que necessitam, unindo a suas faculdades de música e de poeta.
Puebla cantou os feitos mais relevantes da historia do povo cubano, convertendo-se no cronista por excelência da revolução cubana. É autor da célebre canção dedicada ao Che Guevara, “Hasta siempre”.
Formou-se auto-didacticamente e depois estudou no Seminário de Música Popular (hoje Centro Odilio Urfé), dirigido pelo pianista e musicólogo Odilio Urfé.
Em 1931 começou a trabalhar na radio-emisora manzanillera CMKM; posteriormente mudou-se para Matanzas, onde integrou um trio com Eugenio Domínguez e Francisco Baluja, com o qual actuou no CMGH; com este trio mudou-se para Havana e apresentou-se na Corte Suprema da Arte, ganhando um segundo prémio.
Em Santiago de Cuba trabalhou no Clube 300. Actuou no programa “Esta Noche en CMQ”, dirigido por Humberto Bravo.
Em Havana integrou o trio “La Clave Azul” e em 1952, Carlos Puebla e seus “Tradicionales” (guitarra, maracas, bongo e marímbula), integrado por Santiago Martínez, Nerón Guada e Rafael Lorenzo, com o qual trabalhou de 1952 a 1962 na “Bodeguita del Medio”.
Em Montevideu, Uruguai, actuaram no Palácio Peñarol, juntamente com o conjunto tipico uruguaio “Los Carreteros”; no Chile apresentaram-se com o poeta Pablo Neruda, com quem gravaram um LP.
Em Caracas, Venezuela, actuaram na Associação Venezuelana de Jornalistas e na Universidade. Em Paris actuaram no teatro da Mutualité.
No México, como membros de uma delegação do Conselho Nacional de Cultura, apresentaram-se no teatro Auditorium del Bosque de Chapultepec, depois viajaram para Guadalajara e Guanajuato.
Em Espanha foram convidados para actuarem no Festival de la Rábida, celebrado em Huelva, Andaluzia.
Em Portugal actuaram no Festival da Primavera, celebrado no Palacio de Cristal, União Artística Predense, Sociedad Filarmónica da Cova de Piedade.
A sua música aparece nos filmes “Alba de Cuba”, “Estado de sitio” (de Costa Gavras) e “Nuestro hombre en La Habana” (con Sir Alec Guiness).
Realizou também deslocações pelo México, Uruguai, Bolivia, Chile, Panamá, Nicarágua, Colombia, Ecuador, Costa Rica, Honduras, Brasil, Venezuela, União Soviética, Mongólia, Coreia, França, Itália, Portugal, Espanha, Finlândia, RFA, Suécia, Dinamarca, Noruega, Suiça, Bélgica e Angola.
O Museu de Cera conta com uma montagem museográfica dedicada ao Património Natural, Arte Popular, Legitimidade e Património. Expõe representações em cera de grandes músicos cubanos entre eles Carlos Puebla Concha, que denotou grande complexidade na hora da sua realização, ao incorporar o vestuário e os seus acessórios.
Um dado muito curioso é que os dentes, as unhas e os olhos são de cera e a pele é natural. Todas estas características emocionaram Rosalba Juárez Batista, viúva de Carlos, na primeira visita que realizou ao museu a 14 de julho de 2009 motivando a sua decisão de doar ao centro, documentos, troféus, condecorações e roupas pertencentes ao seu marido.
A imagem do popular trovador Carlos Puebla revela-nos uma concepção de marcado realismo e naturalidade, muito bem conseguida esteticamente e dotada de todo um conteúdo expressivo.