terça-feira, 8 de setembro de 2015

Distinga refugiados de "emigrantes"!

Veja as diferenças e distinga Refugiados de "Emigrantes"

Refugiados - Vêem -se forçados (obrigados) a sair do seu país devido à guerra ou a perseguições plíticas, fazem-no arriscando a própria vida, com eles trazem muitas vezes toda a família, procuram mais segurança, melhores condições de vida para todos os familiares e esperam serem acolhidos e integrados nos países que os acolhem (sem contudo abdicarem dos seus hábitos culturais). 

Causas da sua fuga - Raciais, religiosas, políticas, de nacionalidade, (tem a sua vida em perigo e foge do seu país e não quer ou não pode regressar por ter medo de ser perseguido.)

Emigrante -  Pessoa que sai voluntariamente do local onde vive para se estabelecer noutro.
Será que os portugueses saiem voluntáriamente de Portugal?
Será que os nossos emigrantes encontram condições de vida normais nos países para onde o fazem "voluntariamente"?




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Sem-abrigo portugueses discriminados no Luxemburgo


A situação dos portugueses que vivem nas ruas do Luxemburgo agravou-se no último ano, com as instituições que acolhem os sem-abrigo a recusarem estrangeiros há menos de cinco anos no país, disse à Lusa fonte da Caritas.


21 de Dezembro, 2014 - 22:12h




"Enquanto a percentagem de portugueses a viver nas ruas aumenta, o número no 'foyer' diminui,por causa das limitações de financiamento impostas pelo Ministério da Família", disse uma dirigente da Caritas. Foto de Paulete Matos


A diretiva vem do Ministério da Família do Luxemburgo, que financia o "Foyer Ulysse", um abrigo na capital luxemburguesa com capacidade para 65 pessoas, gerido pela ONG católica.

"Enquanto a percentagem de portugueses a viver nas ruas aumenta, o número no 'foyer' diminui, por causa das limitações de financiamento impostas pelo Ministério da Família", disse à Lusa Ute Heinz, da direção da Caritas, durante uma ceia de Natal para os sem-abrigo organizada pela Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo, no sábado.
As novas regras do Ministério da Família e da Integração já levaram a Caritas a ter de recusar vários portugueses, e há mesmo casos de emigrantes que foram obrigados a sair.

"Este ano deixámos de ter autorização para aceitar pessoas que não tenham uma autorização de residência permanente no país, ou seja, os que vivem no Luxemburgo há menos de cinco anos, quando antes bastavam três meses. Por esta razão, o número de portugueses que podemos acolher aqui diminuiu, e já tivemos de recusar alguns casos", disse Ute Heinz.
Um dos portugueses obrigados a abandonar a instituição vivia há 21 anos no Luxemburgo, mas não conseguiu fazer prova de residência para obter a autorização necessária para continuar no abrigo, contou à Lusa a diretora do 'Foyer Ulysse', Martine Drauer.

"Estas regras foram criadas para combater o chamado 'turismo social', mas já tivemos de recusar ou pôr fora pessoas que precisavam realmente da nossa ajuda, e não estamos nada contentes", disse a responsável.
Sem teto e endereço, fica mais difícil encontrar emprego e conseguir refazer a vida, explicou a técnica social Diana Pereira, ao serviço da Caritas.

"Se ficam desempregados e deixam de poder pagar a renda, acabam sem morada, e sem ela perdem todos os direitos sociais. Além de o alojamento ser muito caro, sem morada não podem fazer nada, porque até para arranjar emprego é preciso ter um endereço. É um efeito bola de neve", sublinhou.
O governo luxemburguês organiza alojamento temporário para os sem-abrigo durante o inverno, mas a partir de 31 de Março, "só os que têm autorização de residência permanente são acolhidos”, disse uma responsável da Caritas.

Augusto Gomes, de 57 anos, foi um dos portugueses a quem a instituição recusou cama.
O emigrante de origem guineense, a viver há 26 anos em Portugal, veio para o Luxemburgo a convite de um amigo português, em junho deste ano, depois de ter ficado desempregado, mas quando chegou, ficou a dormir na rua.
Desde então, só conseguiu trabalho durante dois meses, e o que paga por um quarto leva-lhe a maior parte das economias.

"Estou num quarto com duas camas, cada um a pagar 450 euros por mês, só dormida. Nem uma peúga posso lavar".
A agravar a situação, o português não conseguiu reconhecer o diploma de condutor-manobrador exigido pelas agências de trabalho temporário, e teve de pagar do seu bolso um curso de formação adicional.
No Foyer da Caritas, pode almoçar gratuitamente em troca de pequenos serviços, como lavar a louça ou ajudar na cozinha, e apesar de não viver na instituição, foi um dos convidados para a ceia de Natal organizada por uma associação portuguesa.
Cerca de 17% dos sem-abrigo no albergue da Caritas são portugueses, segundo dados da organização. Muitos sofrem de alcoolismo e de problemas mentais, e há "situações terríveis”, garante o psiquiatra português João Tavares, que presta assistência na instituição.

"A constelação de problemas é muito difícil: os problemas sociais, a exclusão, incluindo cultural, a distância da família e do país, o que origina outros problemas, como a depressão ou problemas psiquiátricos mais graves, incluindo psicoses", disse o médico.
A Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo (ACHBL) organizou no sábado a oitava ceia para os sem-abrigo, a que não faltaram os pratos natalícios portugueses, incluindo bacalhau.

"Queremos mostrar que a associação existe não só para os portugueses, mas também para atender outras pessoas de várias nacionalidades no Luxemburgo", disse o presidente da ACHBL, Rogério de Oliveira.

MUNDO
21:33 21.12.2014

Instituições para sem-abrigo recusam acolher portugueses há menos de cinco anos no

Luxemburgo


© Rafael Marchante / Reuters
A diretiva vem do Ministério da Família do Luxemburgo, que financia o "Foyer Ulysse", um abrigo na capital luxemburguesa com capacidade para 65 pessoas, gerido pela ONG católica. (Arquivo)

A situação dos portugueses que vivem nas ruas do Luxemburgo agravou-se no último ano, com as instituições que acolhem os sem-abrigo a recusarem estrangeiros há menos de cinco anos no país, disse à Lusa fonte da Caritas.



EMIGRAÇÃO

Fuga de cérebros: emigrantes licenciados aumentaram 87% numa década

Reino Unido era o destino de eleição com 19% de licenciados já em 2011, antes da troika chegar. Fuga de cérebros pode ser um problema, admite o Governo no primeiro estudo sobre o fenómeno em 3 anos.





Os licenciados nascidos em Portugal mas residentes noutro país representavam em 2011 quase 11% do total de licenciados em Portugal. O grupo dos emigrantes com diploma académico foi o que mais aumentou em dez anos e a tendência é crescente, conclui um relatório sobre a Emigração divulgado esta terça-feira pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que fala na fuga de cérebros como um “indicador problemático” dos dias de hoje. Reino Unido, Suíça e Alemanha são hoje os principais destinos da emigração portuguesa, já que Espanha perdeu importância com o rebentar da crise na construção civil, para onde ia grande parte dos portugueses sem estudos superiores.


O número de emigrantes portugueses com o ensino superior aumentou mais de 87% numa década, passando de um total de 77.790 em 2001 para mais de 145 mil em 2011. Numa perspetiva comparada com o total da emigração portuguesa, são já 10% os portugueses que emigram com curso superior – há dez anos, o número de emigrantes qualificados não passava de 6%, o que representa um salto de quase 60% neste indicador.



A taxa de emigração dos qualificados é um indicador problemático da chamada fuga de cérebros”, lê-se no relatório assinado pelo secretário de Estado José Cesário.


Mas se é certo que a nova emigração portuguesa é hoje mais qualificada do que no ano passado e nos anos anteriores, “não é possível afirmar” com os dados disponíveis, relativos a 2011, “que essa maior qualificação seja superior à maior qualificação da população portuguesa em geral”, salienta o relatório do Governo. É que, no mesmo período de dez anos, o número de portugueses licenciados – residentes em Portugal – também aumentou cerca de 85%, passando de 674 mil cidadãos em 2001 para 1.245 mil em 2011.


FUGA DE CÉREBROS SIM, MAS SEM DRAMA


Enquanto a percentagem de emigrantes licenciados passou de 6 para 10%, a percentagem de licenciados em Portugal passou de 8% em 2001 para quase 14% em 2011, numa variação ligeiramente superior ao crescimento dos emigrantes qualificados. Perante isto, o secretário de Estado das comunidades considera que o aumento da emigração diplomada não é tanto um problema de fuga de cérebros mas um acompanhamento da realidade nacional.


O aumento da qualificação da população portuguesa emigrada é pois mais um resultado do aumento da qualificação portuguesa do que de uma maior incidência da emigração nos setores qualificados”, justifica o relatório.


Mas o Governo admite que, “com o colapso pós-2008 do maior fluxo de emigração portuguesa desqualificada deste século, para Espanha, e o crescimento da emigração para novos destinos como o Reino Unido ou, a um nível ainda muito baixo, para os países nórdicos, é possível que esteja a haver mudanças ainda não registadas na estrutura de qualificação da migração”. E, a confirmar-se esta mudança estrutural, a fuga de cérebros é um problema.


Outra ressalva feita pelo Governo perante o crescimento exponencial da fatia de emigrantes licenciados é o facto de os dados disponíveis não permitirem saber onde é que os licenciados emigrados nascidos em Portugal fizeram os seus estudos. “Isto é, não sabemos se esses diplomados emigraram jovens, no quadro familiar, e se diplomaram já no país de emigração ou se, pelo contrário, emigraram já adultos com estudos feitos em Portugal”, lê-se no relatório.



A diferença, diz o governante, “pode ser significativa”. A título de exemplo, em 2001, lê-se no relatório, as estimativas do Banco de Portugal davam conta de que a percentagem de emigrantes diplomados nascidos em Portugal era de 20%, mas descia para 13% se se considerasse apenas os licenciados que emigraram com mais de 22 anos.


Ainda assim, se quisermos caracterizar a escolaridade da população portuguesa emigrada, continuam a ser em maior número os emigrantes que têm apenas o ensino básico (61% do total de emigrantes portugueses), e os que têm o secundário (27,5% da população emigrada). Os níveis mais baixos de escolaridade, no entanto, estão em queda, já que, contrastando com o aumento de 87% dos emigrantes diplomados, os emigrantes que têm apenas o ensino básico só aumentaram 6% num período de dez anos.


NEXT STOP: REINO UNIDO


O Reino Unido é hoje o principal destino da emigração portuguesa – representou 50% do fluxo migratório de 2013 – e o principal destino dos emigrantes qualificados. A Suíça vem a seguir, tendo-se mantido constante como importante foco de emigração portuguesa desde o final da década de 80, e a Alemanha reaparece no mapa como um dos principais destinos de emigrantes qualificados. Para quarto lugar cai a Espanha, que está hoje a assistir a um ligeiro decréscimo da população portuguesa emigrada com o colapso da construção civil que veio com a crise financeira de 2008. Um sinal do “colapso da emigração portuguesa mais desqualificada e precária”, lê-se no relatório. Ainda assim, entre 2000 e 2013 o número de portugueses residentes em Espanha aumentou para mais do dobro.





Já em 2001 o Reino Unido, juntamente com a Bélgica e os EUA, se destacava como o destino de topo para os portugueses com diploma académico, representando cerca de um quinto do total de emigrantes portugueses licenciados. Em 2011, 19% dos emigrantes portugueses a viver naquele país eram licenciados. Pelo contrário, no Luxemburgo, onde a emigração portuguesa continua a representar o maior fluxo de entradas no país, apenas 3% do total de emigrantes portugueses tem curso superior, sendo o país que recebe menos mão-de-obra qualificada. Na Suíça, a percentagem de diplomados portugueses em 2011 era de 5%.


A acompanhar a tendência do Reino Unido, Suíça e Alemanha – top 3 do atual fluxo migratório português – a Europa tem sido, de resto, o continente de eleição da comunidade portuguesa emigrada, culpa da crise financeira de 2008, que acentuou esta tendência. Hoje, estão na Europa entre 80 a 85% dos emigrantes portugueses, 10 a 12% estão em Angola e Moçambique, e apenas 1% está no Brasil. Mas se, por exemplo, o crescimento dos emigrantes portugueses na Alemanha foi de apenas 6% entre 2001 e 2011, na Suíça o aumento foi de 68%, no Luxemburgo de 46%, e no Reino Unido foi de 150%.


Depois de um ligeiro recuo na emigração nos primeiros anos da crise, entre 2008 e 2010, a emigração portuguesa tem estado em forte e rápido crescimento. Em 2012 estima-se que tenham saído de Portugal mais de 95 mil portugueses, principalmente para o Reino Unido, Suíça e Alemanha, mas também para países europeus economicamente mais fortes como a Bélgica, a Holanda e países escandinavos.


Segundo o relatório, a população portuguesa emigrada representa hoje mais de um quinto da população total residente, sendo já o segundo país da União Europeia com mais emigrantes em percentagem da população (20,8%). Em contrapartida, é um dos países com a percentagem de imigrantes mais baixa da UE (8,6% se contarmos com os retornados das ex-colónias e 6% se excluirmos os retornados). Números alarmantes que, nota o relatório, mostram um país que está em redução populacional.










JÁ SABE DISTINGUIR REFUGIADO DE "EMIGRANTE"?