sábado, 14 de novembro de 2015

A 14 de Novembro de 1789 - Nasceu José Antonio Anzoátegui y Hernández



José Antonio Anzoátegui y Hernández nasceu em Barcelona, Estado Anzoátegui/Venezuela a 14 de novembro de 1789 e morreu em Pamplona/Colombia a 15 de novembro de 1819, foi um dos mais importantes oficiais do Exército neo-granadino na Guerra da Independencia e Chefe da Guarda de Honra de Simon Bolivar.
Seus pais foram José Antonio Anzoátegui e Juana Petronila Hernández.
Desde 1810, na sua cidade natal mostrou-se decidido partidário da causa emancipadora, incorporando-se na causa independentista em outubro desse ano, como militar e membro da Sociedade Patriótica.
Em 1812 contraiu casamento com María Teresa Arquindegui.
Participou na Campanha de Guayana em 1812, cujas operações eram dirigidas pelo general Francisco González Moreno; em junho e julho desse ano, como Comandante Militar de Barcelona, tentou sem êxito ajudar as forças de Francisco de Miranda.
Ao triunfarem os realistas, foi enviado preso para La Guaira. Em 1813 re-incorporou-se no exército da Venezuela com o grau de capitão.
Guerreou em numerosas batalhas, entre elas as de Araure em 1813 e a primeira de Carabobo em 1814 e logo fez, sob as ordens do General Rafael Urdaneta, a retirada até à Nova Granada.
Com Bolívar agiu nas operações contra Santa Fé de Bogotá e distinguiu-se na tomada desta capital em dezembro de 1814.
Na qualidade de comandante do batalhão "Barlavento" integrou a Junta de Guerra, constituída em 1815 em Turbaco, ante a qual Bolívar apresentou a renúncia de Haiti rumo á Venezuela, e igualmente nas operações que culminaram com a tomada de Angostura, em julho de 1817, de cuja praça foi nomeado Governador em setembro do mesmo ano.
Recebeu o grau de general a 13 de outubro de 1818, em Angostura.
Como vogal integrou o Conselho de Guerra formado para julgar o general em chefe Manuel Piar, em outubro de 1817.
Na qualidade de comandante da guarda de honra tomou parte nas operações de Calabozo e Valles de Aragua, o que se conhece como Campanha do Centro em 1818.
Sob as ordens do general José Antonio Páez combateu na batalha de Cojedes de 2 de maio de 1818, contra o mariscal de campo Miguel de la Torre.
A 23 de novembro de 1818 chegou a San Fernando de Apure, dias antes tinha sido nomeado comandante da Infantaria do exército de operações do ocidente, sob o comando do general Páez e desempenhou as funções de segundo comandante do mesmo.
Com Páez e Bolívar realizou a campanha de Apure nos primeiros meses de 1819; esteve presente na Junta de Guerra convocada por Bolívar em Mantecal, a 23 de maio de 1819, quando se decidiu a execução da campanha Libertadora de Nova Granada, na qual tomou parte como comandante da divisão de rectaguarda.
Anzoátegui ascendeu a general de divisão depois da batalha de Boyacá.
Terminada com êxito a campanha de Nova Granada, Bolivar elaborou um plano de operações, no qual incluia uma acção sobre Santa Marta e outra sobre Maracaibo por Chiriguaná e Valledupar; a segunda parte deste plano la confiou o que chamou Exército do Norte, o qual foi posto sob as ordens do general de Divisão Anzoátegui.
Sem embargo da execução da dita campanha ficar sem efeito, pois o jovem barcelonês morrera subitamente a 15 de novembro de 1819 na cidade de Pamplona, daquilo a que o Dr. Thomas Fooley chamou febre mortal.
Os seus restos foram enterrados na igreja de Nuestra Señora de las Nieves, que ficou destruida em 1875 pelo terramoto dos Andes.
Em 1909 o Estado de Barcelona tomou o nome de Estado Anzoátegui.
O Estádio José Antonio Anzoátegui também foi batizado em sua honra.
Entre as frases célebres de Bolívar encontramos uma dirigida a José Antonio Anzoátegui y Hernández:
“Tinha preferido perder duas batalhas do que a morte de Anzoátegui! Que soldado perdeu o Exército e que homem perdeu a República!”.