terça-feira, 17 de novembro de 2015

A 17 de novembro de 1942 - Nasceu Martin Charles Scorsese



Martin Charles Scorsese, mais conhecido por Martin Scorsese, nasceu em Queens, Nova Iorque/EUA a 17 de novembro de 1942, é um cineasta, produtor de cinema, roteirista e actor norte-americano.
É amplamente considerado como um dos maiores directores de todos os tempos.
Em 2007, depois de tantas vezes ser ignorado, venceu o Oscar de Melhor Director com “The Departed”.
As suas obras mais conhecidas são: Taxi Driver, Raging Bull, Goodfellas, Casino, Gangs of New York, The Aviator, Shutter Island, The Departed, Hugo e The Wolf of Wall Street.
Descendente de sicilianos, Scorsese queria ser padre e muitos dos seus filmes trazem o seu selo da sua devoção católica.
Muito cedo foi atraído pelo mundo espetacular do cinema. Scorsese admitiu sua obsessão pelo cinema no documentário de 3 horas e 45 minutos que realizou em 1995, chamado " A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies" ("Uma jornada pessoal com Martin Scorsese pelo cinema americano").
Scorsese frequentou a escola de cinema da Universidade de Nova Iorque; fazia filmes curtos, um dos quais – The Big Shave – ficou famoso na altura. O seu primeiro "filme a sério" – Who´s That Knocking At My Door com o seu colega de escola Harvey Keitel, e a partir daí tornou-se conhecido dos chamados "movie brats" da anos 70: Francis Ford Coppola, George Lucas e Brian de Palma.
Foi Brian de Palma que o apresentou a Robert de Niro, de quem se tornou amigo íntimo, tendo trabalho juntos em vários projetos: Mean Streets ou Caminhos Perigosos, Taxi Driver, New York, New York, Touro Indomável, The King of Comedy, Goodfellas, Cabo do Medo, Cassino.
Em 1972 dirigiu Boxcar Bertha para o famoso produtor de filmes B, Roger Corman que também tinha dado a primeira oportunidade a Coppola.
Boxcar Bertha ensinou Scorsese a fazer filmes baratos e depressa, preparando-o para o seu primeiro filme com de Niro, Mean Streets, de 1973.
Aclamado pela crítica, Mean Streets foi o pontapé de saída para Scorsese e de Niro. A actriz Ellen Burstyn, escolheu Scorsese para dirigir o filme Alice Doesn’t Live Here Anymore em 1974, pelo qual ganhou o Oscar de melhor actriz.
Em 1976, Scorsese surpreendeu o mundo do cinema com Taxi Driver. O filme é protagonizado por Robert de Niro e Jodie Foster, que têm performances brilhantes, num retrato considerado dos mais violentos e crus sobre a vida em Nova Iorque alguma vez levado à tela.
Taxi Driver recebeu quatro nomeações para o Oscar, incluindo o de melhor filme e encorajou Scorsese a avançar para o seu primeiro projecto arrojado, New York, New York. Este tributo musical à cidade natal de Scorsese, resultou num enorme fracasso de bilheteria, e a má recepção que teve levou Scorsese a uma depressão nervosa; mesmo assim conseguiu a inspiração para realizar o que será provavelmente o melhor filme de rock, The Last Waltz, que documenta o último concerto dos The Band em 1978.
Em 1978 fez também um outro documentário chamado American Boy.
Convencido de que não faria mais nenhum filme, devido ao seu estado de saúde precário, colocou todas as suas energias na realização de Raging Bull; amplamente reconhecido como sendo uma obra-prima, o filme recebeu oito nomeações para os óscares, incluindo as de "melhor filme", "melhor actor" (Robert de Niro) e pela primeira vez, a de "melhor diretor".
Robert de Niro ganhou, mas Scorsese perdeu para o primeiro filme de Robert Redford. Isto manteve Scorsese na produção de filmes, mas sem um grande êxito de bilheteira, teve que continuar a lutar para os conseguir realizar.
Até meio dos anos 80, Scorsese fez mais três filmes "menores", The King Of Comedy, After Hours e The Color Of Money.
Este último, protagonizado por Paul Newman e Tom Cruise, deu a Newman o seu primeiro Óscar como actor principal, assim como deu a Scorsese a segurança para iniciar um projecto que há muito lhe era querido, The Last Temptation of Christ.
Scorsese filmou The Last Temptation of Christ com um pequeno orçamento, sabendo que o filme seria controverso e que por isso não lhe traria grandes dividendos comerciais.
No entanto, nada lhe fazia prever o furor que o filme causaria: grandes protestos nacionais (incluindo alguns a favor), nunca antes vistos por causa de um filme. Scorsese recebeu a sua segunda nomeação para melhor director, que no entanto viria a perder para Barry Levinson. O apoio que lhe foi dado por importantes figuras políticas, impediu que ele se tornasse num proscrito em Hollywood, e deu-lhe o ímpeto para filmar Goodfellas, que se tornou no seu filme mais visto de sempre e provavelmente no seu maior êxito de bilheteira.
Com Goodfellas, Scorsese regressava à sua nativa Nova Iorque, e voltava a trabalhar com Robert de Niro e Joe Pesci. Este filme sobre a vida de um gangster, foi considerado o melhor filme sobre a máfia desde Godfather de Coppola, e assegurou a Scorsese um lugar entre os melhores diretores de sempre.
Conseguiu com ele a sua terceira nomeação, mas mais uma vez perdeu para um estreante, desta vez Kevin Costner.
Seguidamente dirigiu um remake do thriller de 1963, Cape Fear, que provou a Hollywood que Scorsese era capaz de conseguir um êxito de bilheteira.
No entanto os seus projectos continuavam a ser mais virados para a aclamação pela crítica: A Época da Inocência, no qual dirigiu Michelle Pfeiffer, Winona Ryder e, pela primeira vez, Daniel Day-Lewis; e Kundun, considerado seu trabalho menos "hollywoodiano".
Continuou envolvido nos filmes durante os anos 90, com pequenas aparições como actor em filmes como Quiz Show e Search And Destroy e ajudando à revelação de novos talentos. Revisitou Taxi Driver com Bringing Out The Dead, enquanto a crítica disse que Casino era o retorno de Goodfellas.
A produção de Gangs Of New York, em 2002, foi vista como a sua aventura mais arriscada até à altura. Filmado originalmente para ser lançado no Inverno de 2001 (para se qualificar para a nomeação dos Óscares), Scorsese adiou a produção final até ao início de 2002; consequentemente, o estúdio adiou-o quase um ano para ser apresentado na época seguinte dos óscares. Com um orçamento de mais de 100 milhões de dólares, este foi o trabalho mais dispendioso de Scorsese.
As críticas ao filme foram moderadamente positivas. Em fevereiro de 2003 Gangs of Nova York recebeu dez nomeações para Oscar; recebendo a sua quarta nomeação para melhor diretor, muitos pensaram que seria desta vez que Scorsese levaria o troféu, mas em vez disso foi Polanski o premiado.
Scorsese tem trabalhado com o actor Leonardo Di Caprio, que se tornou seu novo favorito. Seu primeiro trabalho com ele foi em Gangues of New York. Mais tarde realizou O Aviador, sobre a vida do excêntrico milionário Howard Hughes, um projeto extremamente pretensioso, que resultou em 11 indicações ao Oscar, entre essas as de melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Di Caprio), e recebeu 5 prêmios.
No entanto, Scorsese perdeu novamente o prémio de melhor diretor para Clint Eastwood. Em 2006, inicia mais um projeto envolvendo gangsters, dessa vez em Boston, com Leonardo Di Caprio novamente no papel principal e com a primeira parceira entre Scorsese e Jack Nicholson, que nesse caso substituiu um papel que era originalmente de Robert De Niro, Os Infiltrados, baseado no filme chinês Conflitos Internos. O filme está sendo considerado como um dos seus melhores, sendo equiparado com Taxi Driver. Martin Scorsese recebeu o Globo de Ouro de Melhor Diretor, e foi indicado a 5 Oscar incluindo Melhor Diretor.
Scorsese foi um dos editores do filme Woodstock. Tal como Coppola, James Cameron, John Sayles e outros, Scorsese começou a sua carreira como diretor trabalhando em filmes de baixo orçamento com Roger Corman.
Scorsese é o presidente da Film Foundation, uma organização não lucrativa dedicada à preservação dos filmes mudos.
O diretor é conhecidamente um grande fã do neo-realismo italiano e do cineasta brasileiro Glauber Rocha, tendo até ajudado a recuperar alguns filmes do diretor que estavam perdidos.
Scorsese recebeu em 2007 o prémio de melhor diretor e melhor filme por Os Infiltrados.
Recebeu-o das mãos de grandes amigos (Francis Ford Coppola, George Lucas, e Steven Spielberg) e com isto a Academia aliviou o furor da crítica que, com certeza não deixaria passar mais um ano sem um Oscar de Melhor Diretor.
Em 4 de abril de 2008, estreou nos cinemais mundiais o filme The Rolling Stones Shine a Light, concebido e dirigido pelo premiado diretor - um declarado fã da banda - que, em duas apresentações no Beacon Theatre de Nova York, em novembro de 2006, com dezesseis câmeras focadas diretamente nos músicos, registrou com profundidade a bela performance da banda em um repertório levemente diferenciado das apresentações normais. De forma genial mescla imagens de arquivo desde o início da banda, nos anos 60, confrontando com declarações atuais, como a pretensão de Mick Jagger em manter-se ativo na carreira aos sessenta.
Em 2016 estreia o seu mais novo trabalho, Silence. Filme que terá no elenco Andrew Garfield e Liam Neeson que interpretam dois missionários portugueses em missão no Japão do século XVI.