sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A 20 de Novembro de 1926 - Nasceu Artur Manuel Monteiro Ramos



Artur Manuel Monteiro Ramos , mais conhecido por Artur Ramos, nasceu em Lisboa a 20 de Novembro de 1926 e morreu em Lisboa a 9 de Janeiro de 2006, foi um extraordinário encenador, cineasta, realizador de televisão e ensaísta português. Foi um activo resistente anti-fascista e militante do PCP.
Após a Licenciatura em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vai para Paris onde se diploma em Realização e Montagem no IDHEC - Instituto de Altos Estudos Cinematográficos.
Artur Ramos foi o primeiro realizador da RTP, depois de ter sido responsável pelas suas emissões experimentais, tendo, para além de reportagens e filmes, no período da censura fascista, dirigido numerosas peças de teatro de importantes e prestigiados autores nacionais e estrangeiros.
Em toda a sua actividade manteve o interesse pela literatura portuguesa contemporânea, como se vê, por exemplo, nos seus filmes Pássaros de Asas Cortadas a partir da obra homónima de Luiz Francisco Rebello (que também dirigiu no teatro, protagonizada por Eunice Muñoz) ou A Noite e a Madrugada de Fernando Namora de quem adaptou também Retalhos da Vida de Um Médico numa série que dirigiu para a RTP.
Contribuiu ainda para a divulgação das obras de autores como Jaime Salazar Sampaio, Teresa Rita Lopes, Augusto Sobral, Luiz Francisco Rebello, Romeu Correia, Manuel da Fonseca ou Bernardo Santareno.
Divulgador também da dramaturgia moderna, estreou em Portugal Os Dias Felizes de Samuel Beckett (interpretado por Glicínia Quartin) dirigindo ainda peças de Peter Shaffer, Harold Pinter, Franz Kafka, Arthur Miller, Tankred Dorst, Bertolt Brecht, entre outros.
Na sua actividade de realizador de teleteatro, para a RTP, dirigiu numerosas peças de autores como Tchecov, Marivaux, Moliére, Oscar Wilde, Lope de Vega, Cervantes, Bernard Shaw, Ribeiro Chiado, D. Francisco Manuel de Melo, Eugene O'Neill, Almeida Garrett, Gil Vicente, Eça de Queiroz ou Luís de Sttau Monteiro.
No cinema também participou como actor, em filmes de João Botelho, Luís Filipe Costa e Jorge Silva Melo.
Artur Ramos foi unanimemente reconhecido como um dos maiores divulgadores culturais em Portugal.
Artur Ramos fundou duas companhias de teatro em Portugal – o Grupo de Acção Teatral e a do Teatro Maria Matos - , tendo sido crítico de teatro na «Seara Nova» e professor das escolas de teatro e cinema do Conservatório Nacional.
Artur Ramos aderiu ao PCP em 1957 e, depois do 25 de Abril, entre outras tarefas, foi dirigente do Sector de Artes e Letras do Sector Intelectual da Organização Regional de Lisboa, militando na altura da sua morte, naquela organização no Sector das Artes e Espectáculo.
A 9 de Julho de 2005 foi feito Comendador da Ordem do Mérito.