quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A 03 de Dezembro de 1930 - Nasceu Jean-Luc Godard



Jean-Luc Godard nasceu em Paris a 3 de Dezembro de 1930 é um cineasta franco-suíço reconhecido por um cinema vanguardista e polémico, que tomou como temas e assumiu como forma, de maneira ágil, original e quase sempre provocadora, os dilemas e perplexidades do século XX. Além disso, é também um dos principais nomes da "Nouvelle Vague".
Godard passou a infância e juventude na Suíça e depois estudou etnologia na Sorbonne. A partir de 1952 colaborou na revista Cahiers du Cinéma e, depois de vários curta-metragens, fez em 1959 seu primeiro filme de longa-metragem, “À bout de souffle” (Acossado), em que adoptou inovações narrativas e filmou com a câmera na mão, rompendo uma regra até então inviolável. Esse filme foi um dos primeiros da Nouvelle Vague, movimento que se propunha renovar a cinematografia francesa e revalorizava a direção, reabilitando o filme dito de autor.
Os filmes seguintes confirmaram Godard como um dos mais inventivos directores da Nouvelle Vague: “Vivre sa vie” (1962; Viver a vida), “Bande à part” (1964), “Alphaville” (1965), “Pierrot le fou” (1965; O demônio das 11 horas), “Deux ou trois choses que je sais d'elle” (1966; Duas ou três coisas que eu sei dela), “La Chinoise” (1967; A chinesa) e “Week-end” (1968; Week-end à francesa). O cinema de Godard nessa fase caracteriza-se pela mobilidade da câmera, pelos demorados planos-seqüências, pela montagem descontínua, pela improvisação e pela tentativa de carregar cada imagem com valores e informações contraditórios.
Após o movimento estudantil de maio de 1968, Godard criou o grupo de cinema Dziga Vertov — assim chamado em homenagem a um cineasta russo de vanguarda — e voltou-se para o cinema político. Le vent d'Est (1969; Vento do Oriente), com roteiro do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit, desmistifica o western e Jusqu'à la victoire (1970; Até a vitória) enfatiza a guerrilha palestina. Mais uma vez, Godard procurou inovar a estética cinematográfica com Passion (1982), reflexão sobre a pintura. Os filmes seguintes, como Prénom: Carmen (1983) e Je vous salue Marie (1984), provocaram polêmica e o último deles, irreverente em relação aos valores cristãos, esteve proibido no Brasil e em outros países.
Ganhou o Urso de Ouro, no Festival de Berlim, por "Alphaville" (1965), ganhou um Urso de Prata especial, no Festival de Berlim, por "Charlotte et son Jules" (1960), ganhou o Urso de Prata de Melhor Diretor, no Festival de Berlim, por "À bout de souffle" (1959), ganhou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, por "Prenome Carmen" (1983), ganhou duas vezes o Prémio do Júri, no Festival de Veneza, por "Vivre sa vie" (1962) e "La chinoise, ou plutot a la chinoise" (1967), ganhou em 1982 um Leão de Ouro Honorário, em homenagem à sua carreira. Ganhou o Leopardo de Honra, no Festival de Locarno, em 1995. Recebeu duas nomeações ao César, na categoria de Melhor Filme, por "Sauve qui peut " (1979) e "Passion" (1982). Recebeu duas nomeações ao César, na categoria de Melhor Realizador, por "Sauve qui peut " (1979) e "Passion" (1982). Ganhou dois Césares Honorários, entregues em 1987 e 1998. Ganhou o Oscar Honorário, entregue em 2010.