sábado, 5 de dezembro de 2015

A 05 de Dezembro de 1946 - Nasceu José Carreras





Josep Carreras i Coll, conhecido como José Carreras, nasceu em Barcelona a 5 de dezembro de 1946, é um tenor lírico catalão conhecido em especial pelas suas performances em óperas de Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini.
Fez a sua estreia operística com onze anos de idade, como Trujamán em El retablo de Maese Pedro de Manuel de Falla e, durante toda a sua carreira, cantou mais de sessenta papéis diferentes nas maiores e melhores casas de óperas do mundo.
José Carreras é um dos célebres "três tenores", juntamente com Plácido Domingo e Luciano Pavarotti.
Também é conhecido pelos seus trabalhos humanitários como presidente da Fundação Internacional de Leucemia José Carreras (La Fundaciò Internacional Josep Carreras per a la Lluita contra la Leucèmia), que foi criada após o tenor ter descoberto ter a doença, em 1988.
Sempre trabalhou com os melhores regentes entre os quais, Herbert von Karajan, Claudio Abbado, Riccardo Muti, James Levine, Carlo Maria Giulini, Leonard Bernstein, Jesus López-Cobos, Zubin Mehta.
Ao lado das suas atividades operísticas, vem apresentando recitais no Carnegie Hall, Avery Fisher Hall, Royal Festival Hall, Barbican, Royal Albert Hall, Salle Pleyel, Musikverein, Kozenzerthaus de Viena, Philarmonie de Berlin, NHK Hall de Tóquio, Grosses Festspielhaus de Salzburg, Palau de la Música de Barcelona, Teatro Real de Madrid, Academia Santa Cecília de Roma.
O mais novo de três irmãos, José Carreras nasceu em Sants, uma zona industrial de Barcelona.
Em 1951 a sua família emigrou para a Argentina, em mal sucedida busca de uma vida melhor.
Entretanto, com um ano ele regressou a Barcelona, onde passou o resto da sua infância e adolescência.
Mostrou desde cedo talento para a música, particularmente pelo canto, que foi intensificado aos seis anos de idade, quando viu Mario Lanza em O Grande Caruso.
A história, que foi contada na sua autobiografia e em inúmeras entrevistas, Carreras cantou incessantemente para a sua família, especialmente "La donna è mobile”.
Nesse período, os seus pais, com o encorajamento do avô paterno de Carreras, Salvador Coll, um barítono amador, arrecadaram dinheiro para proporcionar aulas de música ao garoto.
Ele primeiramente, estudou piano e voz com Magda Prunera, a mãe de um de seus amigos de infância e aos oito anos de idade, começou a ter lições no Conservatório Municipal de Barcelona.
Aos oito anos, apresentou-se pela primeira vez em público, cantando "La Donna è Mobile", na Rádio Nacional Espanhola, acompanhado por Magda Prunera, com quem iniciou seus estudos de música, na Rádio Nacional Espanhola.
Uma gravação dessa apresentação ainda existe e pode ser ouvida numa biografia em vídeo, José Carreras - A Life Story.
No dia 3 de Janeiro de 1958, aos 11 anos de idade, fez a sua estreia numa grande casa de ópera de Barcelona, o Grande Teatro do Liceu, cantando o papel de El Trujiman em El Retablo de Maese Pedro, de Manuel de Falla.
Poucos meses depois cantou pela última vez como soprano, no segundo acto de La Bohème, ópera de Giacomo Puccini.
Na juventude, continuou a estudar música, mudando-se para o Conservatório Superior de Música do Liceu e tendo aulas particulares, primeiro com Francisco Puig e depois com Juan Ruax, que Carreras descreve como "pai artístico".
Seguindo o conselho do seu pai e do seu irmão mais velho, que diziam que Carreras precisava de uma "segurança", ele também ingressou na Universidade de Barcelona, para estudar Química, mas deixou a faculdade dois anos depois, para se concentrar na música.
A voz de Carreras é considerada uma das mais bonitas vozes de tenor da actualiadade.
O crítico espanhol, Fernando Fraga, descreveu-o como um tenor lírico com um generoso tom spinto, tendo "um notável timbre, ricamente colorado e suntuosamente resonante" .
Tal como Giuseppe di Stefano Carreras sempre foi conhecido pela beleza e expressividade de seu fraseado e por sua paixão.
Essas qualidades são bem exemplificadas na sua gravação de Tosca, em 1976, com Montserrat Caballé e Sir Colin Davis conduzindo.
De acordo com alguns críticos, a sua exposição a papéis de spinto, como Andrea Chénier, Don José em Carmen, Don Carlo e Alvaro em La forza del destino, colocaram muita pressão no seu instrumento lírico.
Entretanto, produziu algumas das melhores performances nesses papéis.
É Doutor Honorário da Universidade de Barcelona e da Universidade Miguel Hernández (Espanha); Universidade de Napier, Universidade de Loughborough e Universidade de Sheffield (Reino Unido); Universidade Russa de Química e Técnologia (Rússia); Universidade de Camerino (Itália); Universidade de Rutgers (Estados Unidos); Universidade de Coimbra (Portugal); Universidade Nacional de Música de Bucareste (Romênia); Universidade de Marburg (Alemanha); Universidade de Pécs (Hungria) e mais recentemente, a Universidade Hyunghee (Coreia do Sul) e Universidade do Porto (Portugal).
Na sua infância em Barcelona, o pai de Carreras, Josep Carreras i Soler, trabalhou como policia de trânsito, mas era, originalmente, professor de francês.
Entretanto, ele lutou no lado republicano durante a Guerra Civíl Espanhola, e quando o governo de Franco tomou o poder em 1939, os fascistas já não lhe permitiram que leccionasse. A sua mãe, Antonia Coll i Saigi, trabalhava em um pequeno salão de cabeleireira. Ele foi muito ligado à sua mãe, que o convenceu que ele seria um grande cantor.
Em 1971, Carreras casou-se com Mercedes Pérez. Eles tiveram duas crianças: um filho, Albert (1972) e uma filha, Julia (1978). O casamento terminou em 1992, com um divórcio.
Em 2006, Carreras casou-se com Jutta Jäger.
O sobrinho de Carreras, David Giménez Carreras, é maestro e diretor da Orquestra Sinfónica del Vallès.