Previsão do Tempo

segunda-feira, 8 de março de 2021

8 de Março, Dia Internacional da Mulher.


MULHER
A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher-cama
ela é também mulher-asa,
... mulher-força, mulher-chama
E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração
Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha
Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são
A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade
Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher
José Carlos Ary dos Santos

terça-feira, 2 de março de 2021

Antigamente é que era "bom"

 


Aconteceu em Colmeal (Figueira de Castelo Rodrigo), em pleno mundo rural
A 8 de Julho de 1957, eram pouco mais das dez horas da manhã, um destacamento da Guarda Nacional Republicana (GNR) composto por 25 praças e 3 oficiais (um militar para cada dois habitantes, isto só podia acontecer se toda a aldeia resistisse e estivesse a lutar pelas suas casas e terras) decididos e fortemente armados (os aldeões, pastores e camponeses inocentes não tinham armas) com metralhadoras e preparados para o pior cenário, irrompem pela aldeia e, em poucas horas, surpreende e expulsa as 14 famílias de cerca de 60 aldeões e camponeses pobres que ali viviam, descendentes de gerações e gerações de lavradores e pastores que desde sempre, desde tempos longínquos e pré-históricos tal como os seus ancestrais mais antigos, aí viveram, habitaram, trabalharam e morreram, naturalmente. Nada impediu as autoridades de rebentarem com as portas das casas e levarem os poucos haveres desta gente simples que se refugiou na maioria nos montes e aldeias em redor. Os populares não aceitaram e a GNR viu-se obrigada a intervir para expulsar os resistentes no dia 10 de Julho de 1957. Segundo os populares houve casas queimadas e registaram-se mesmo alguns mortos entre os populares da localidade. Foi a primeira vez que tal sucedeu em Portugal, uma população ser expulsa colectivamente do de uma localidade inteira. Da localidade restam as casas que se encontram abandonadas. Inclusive, na velha igreja quinhentista, se baptizaram, casaram e enterraram. Uma mais que discutível e injusta decisão judicial, só possível sob o autoritarismo do regime fascista de então e pela impunidade de uma elite local, transformava o Colmeal numa aldeia fantasma. E toda a povoação desapareceu. E a maioria dos seus habitantes fugiu e refugiou-se nas aldeias vizinhas ao cobarde massacre perpetrado pelas autoridades portuguesas. Hoje, só as ruínas patrimoniais e a memória colectiva das gentes, dos poucos habitantes ainda sobreviventes e dos lugares resiste, ainda e sempre, ao invasor. Para nos contarem o pouco que se conhece. Para que o massacre nunca seja esquecido pelas gerações vindouras, para que o silêncio nunca nos esmague.
Como foi possível acontecer? Como foi possível na segunda metade do século XX, em plena Europa e num país europeu, como Portugal, acontecer um massacre contra um povo nativo, inocente e indefeso como este?


Pistolinha que é uma obra de arte

 



PISTOLA PÁSSARO
 Em 2016, após doze meses de trabalho, Parmigiani Fleurier trouxe de volta à
vida um objecto único da Colecção da Família Sandoz:
a pistola de cano duplo e seu pássaro canoro.
Este raro autómato foi concebido e criado, provavelmente por volta de 1815,
pela famosa Frères Rochat com um desenho baseado numa pistola de cavalaria. 
Quando o martelo é engatilhado, ao puxar o gatilho liberta-se um beija-flor
em vez da visão tradicional da arma de fogo. O pássaro dá uma pirueta, abre
o bico, vira a cabeça, bate a cauda e as asas, tudo isso cantando uma
melodia animada, antes de desaparecer tão surpreendentemente quanto apareceu.
Infelizmente, quando chegou às mãos dos restauradores de Parmigiani
Fleurier, este belo autómato foi danificado em muitos aspectos. O passar do
tempo afectou o mecanismo e, ao longo das décadas, foram realizadas no
artefacto nada menos que seis intervenções, a maioria das quais precipitadas,
defeituosas e que acabaram distorcendo a peça como um todo.
Os restauradores de Parmigiani Fleurier tiveram que começar do zero,
desvendando os mistérios do mecanismo um por um. Reformaram cada parte do
objeto, desde as engrenagens até ao esmalte e às penas do pássaro.
E hoje, após esta jornada de doze meses, a obra-prima regressou à sua antiga glória.

Atrações extremas para audazes


 

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Porto, Portugal Walking Tour (4k Ultra HD 60fps)

Baixa de Coimbra | Coimbra dos Futricas

Conheça a cidade de Coimbra em Portugal!

Coimbra - Anos 70

Como era Portugal antes da Democracia?

As Vinhas da Ira - Resumo em Vídeo.wmv

John Ernst Steinbeck, nasceu nos EUA a 27 de Fevereiro de 1902

 




JOHN STEINBECK
John Ernst Steinbeck, escritor, nasceu em Salinas, EUA a 27 de Fevereiro de 1902 e faleceu em Nova Iorque a 20 de Dezembro de 1968, com 66 anos.
Romancista norte-americano, cujas narrativas descrevem, num estilo simples, a difícil condição dos trabalhadores agrícolas nas grandes plantações da Califórnia.
Encontra-se entre os representantes da literatura proletária, pela sua simpatia pelos pobres e deserdados.
A sua obra-prima, The Grapes of Wrath (As Vinhas da Ira), relata com extraordinária força a luta dos camponeses californianos submetidos a movimentos migratórios e valeu-lhe o Prémio Pulitzer. Recebeu também o Prémio Nobel da Literatura em 1962 e das suas várias obras destacam-se: A Leste do Paraíso; O Inverno do Nosso Descontentamento; A América e os Americanos.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Alfredo Rodrigo Duarte, nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1891.

 


ALFREDO MARCENEIRO
Alfredo Rodrigo Duarte, mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal, nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1891 e faleceu a 26 de Junho de 1982, com 91 anos.
Embora o bilhete de identidade refira a data acima, o seu nascimento pode ter acontecido, de facto, em 29 de Fevereiro de 1888.
Alfredo Marceneiro nasceu na Travessa de Santa Quitéria, freguesia de Santa Isabel em Lisboa, e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigo Duarte.
Filho de Rodrigo Duarte e Gertrudes da Conceição, oriundos do Cadaval. Alfredo foi o primeiro filho do casal, seguiram-se dois irmãos Júlio e Álvaro e uma irmã, Júlia. Em 1905, quando tinha apenas 13 anos, o seu pai faleceu e Alfredo Duarte abandonou os estudos para ir trabalhar e ajudar no sustento da mãe e dos irmãos. O seu primeiro emprego foi o de aprendiz de encadernador.
Desde pequeno, sentia grande atracção para a arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro de Campo de Ourique que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão. Alfredo Duarte começou por cantar Fados nos bailes populares que frequentava, entre os 14 e os 17 anos. É nesta altura, em 1908, que faz a sua estreia na cegada do poeta Henrique Lageosa, inspirada no argumento do filme mudo O Duque de Guise, onde interpreta o papel da amante do Duque.
Para além de participar nas cegadas, onde desenvolve o seu método de dizer bem e dividir as orações, Alfredo começa a cantar em diversas festas de solidariedade e nos retiros do Caliça, Bacalhau, José dos Pacatos, Cachamorra, Baralisa e Romualdo, mas é no 14 do Largo do Rato que se torna mais conhecido.
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite de Sousa Figueiredo, amor que durou até à sua morte e com o qual teve três filhos.
Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
Nos anos 1930, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria. Em 3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinhas, de autoria do escritor e poeta João Silva Tavares.
Faleceu de arteriosclerose no dia 26 de Junho de 1982, com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer, na Rua da Páscoa, número 49, porta 2.
No dia 30 de Julho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
(wikipédia)



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

O MAIOR CAMINHO DO MUNDO

 


O MAIOR CAMINHO DO MUNDO
O caminho mais longo do mundo a pé é da Cidade do Cabo (África do Sul) a Magadan (Rússia).
Não há necessidade de aviões ou barcos, existem pontes.
São 22.387 km e demoram 4.492 horas para percorrer.
Seriam 187 dias caminhando sem parar, ou 561 dias caminhando 8 horas por dia.
Ao longo do percurso, você passa por 17 países, seis fusos horários e todas as estações do ano.


A 22 de Fevereiro de 1942: O escritor austríaco Stefan Zweig, suicida-se pela "amargura de ver a Europa espezinhada por Hitler".

 



O escritor austríaco Stefan Zweig, autor de "24 Horas na Vida de Uma Mulher", suicida-se pela "amargura de ver a Europa espezinhada por Hitler".
A carta em que justificou a sua decisão de pôr cobro à vida pode ser lida no portal da Biblioteca Nacional de Israel
"Envio saudações a todos os meus amigos: que eles possam viver para ver a aurora após esta longa noite. Eu, que sou demasiado impaciente, vou à frente". Com estas palavras, escritas horas antes de se suicidar no Brasil, se despedia, há 73 anos, o escritor austríaco Stefan Zweig. A carta em que justificou a sua decisão de pôr cobro à vida pode agora ser lida no portal da Biblioteca Nacional de Israel, que, para assinalar o aniversário do duplo suicídio de Zweig e da sua mulher, Lotte Altmann, digitalizou o documento original, a par de algumas cartas que o romancista e biógrafo trocou com figuras célebres da sua época, como Albert Einstein ou Sigmund Freud.
Nascido em Viena em 1881, numa abastada família judaica, Zweig era, nos anos 20 e 30 do século passado, um dos mais populares autores europeus: na sua qualidade de ficcionista, mas talvez ainda mais enquanto biógrafo. Escreveu sobre a vida e obra de muitos escritores - Dickens, Tolstói, Dostoiévski, Hölderlin, Nietzsche, Balzac, Stendhal, entre outros -, mas também se interessou por figuras históricas como Maria Stuart, rainha da Escócia, ou o navegador português Fernão de Magalhães.
Quando Hitler chega ao poder na Alemanha, em 1933, a influência dos nazis rapidamente se faz sentir na Áustria. No dia 18 de Fevereiro de 1934, a polícia faz buscas em casa de Zweig, a pretexto de que este ocultaria armas. O episódio convence o escritor a deixar Viena. Dois dias depois já está em Londres com Lotte Altmann. Quando rebenta a guerra e os nazis invadem a França, Zweig acha melhor aumentar a distância e emigra para os Estados Unidos. Em Agosto de 1942, o casal muda-se mais uma vez, desta feita para o Brasil, instalando-se em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
É aqui que Zweig, no dia 22 de Fevereiro de 1942, escreve a sua carta de despedida, redigida em alemão, mas com o título "Declaração", em português, para que não escapasse às autoridades brasileiras. Explica que se sente bem no Brasil, mas que "começar tudo de novo aos 60 anos requer poderes especiais" de que já não dispõe, pelo que prefere "pôr um fim à vida no momento certo". Stefan Zweig e a mulher foram encontrados mortos na tarde do dia seguinte, deitados um ao lado do outro. Tinham ingerido uma dose fatal do barbitúrico Veronal e crê-se que terão morrido pouco depois da meia-noite. O médico judeu alemão ao qual as autoridades brasileiras recorreram para traduzir a carta veio mais tarde a adquiri-la a um polícia reformado, tendo-a finalmente doado, em 1991, à Biblioteca Nacional de Israel.

Fontes: Público
wikipedia (imagens)

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Joaquim Maria Pessoa, nasceu no Barreiro a 22 de Fevereiro de 1948.

 


JOAQUIM PESSOA
Joaquim Maria Pessoa, poeta, artista plástico, publicitário e estudioso de arte pré-histórica, nasceu no Barreiro a 22 de Fevereiro de 1948. Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram-lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada
Com formação na área do "marketing" e da publicidade, foi diretor criativo e director-geral de várias agências de publicidade e autor ou co-autor de diversos programas de televisão ("1000 Imagens", "Rua Sésamo", "45 Anos de Publicidade em Portugal", etc.). Foi director pedagógico e professor da cadeira de Publicidade no Instituto de Marketing e Publicidade, em Lisboa, e professor no Instituto Dom Afonso III, em Loulé.
Desempenhou durante seis anos (1988-1994) o cargo de director da Sociedade Portuguesa de Autores. Em colaboração com Luís Machado, organizou em 1983 o I Encontro Peninsular de Poesia, que reuniu prestigiados nomes da poesia ibérica. Conta com mais de 600 recitais da sua poesia, realizados em Portugal e no estrangeiro. Foi director literário da Litexa Editora, director do jornal "Poetas & Trovadores", colaborador das revistas "Sílex" e "Vértice" e do jornal "A Bola".
Foi um dos fundadores da cooperativa artística Toma Lá Disco, com Ary dos Santos, Fernando Tordo, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho e Luiz Villas-Boas, entre outros.
Viu o seu nome ser atribuído a arruamentos na Baixa da Banheira (concelho da Moita) e no Poceirão (concelho de Palmela).
Bibliografia - "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".
==========
AGRADECIMENTO À CORJA
Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz. ...
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.
Joaquim Pessoa


terça-feira, 24 de novembro de 2020

Tristão da Silva ----- Sinal da Cruz

 

Na pequena capelinha Da aldeia velha e branquinha Dei à maria da luz Uma cruz de pôr ao peito E um juramento foi feito Pelos dois sobre essa cruz Juro ser tua, disse ela E eu disse juro ser teu E pelos vitrais da capela Entrava a bênção do céu Passavam-se os meses E o tempo corria E todas as vezes que eu via a maria Sozinha e menina Dizia-lhe assim Maria da luz Tu és para mim O sinal da cruz Da cruz pequenina Mas um dia, há sempre um dia Que nos rouba a fantasia Maria entrou na capela Esquiva, pé ante pé Vi que o meu símbolo de fé Não brilhava ao peito dela Quis perguntar-lhe pela jura Porém, de fé já perdida Vi que não vinha segura Tinha outra cruz na vida Passavam-se os meses E o tempo corria E todas as vezes que eu via a maria Com más companhias Dizia-lhe assim Maria da luz Tu és p'ra mim O sinal da cruz Da cruz dos meus dias!