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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

EXTRACTO DO PRÓXIMO ROMANCE DE MANUEL MONTEIRO : O FALCÃO ALBANÊS

(Este romance é a continuação do: SEI ONDE MORA O HERBERTO HELDER)

EXTRACTO DO PRÓXIMO ROMANCE DE MANUEL MONTEIRO : O FALCÃO ALBANÊS


Às 6 da matina, trrrrriiiiiiiiiiiii, terrrrrrriiiiiiiiiiiiii, terrrrrrriiiiiiiiiiii. O malvado despertador foi implacável.
Laura estava habituada a madrugar desde os tempos que, aos 16 anos, entrara na fábrica de lanifícios. Gabriel é que estava treinado num horário mais retardado. Por isso lhe custou um pouco a largar o quente da cama.
-De pé, preguiçoso…
Laura puxou a roupa que cobria o companheiro, que se encontrava nu, e este saltou da cama e correu para a casa de banho.
Depois da toalete a tarefa seguinte foi carregar a carrinha de Gabriel com os sacos de livros. O café já estava aberto e eles beberam o seu cafezinho bem quente, para que o despertar fosse total.
Quando chegaram à feira da Ladra eram cerca de sete horas. A azáfama já era grande. Os feirantes descarregavam toda a espécie de tralha das suas carrinhas e apareciam os primeiros jovens com grandes sacos às costas.
Gabriel dirigiu-se a um velho feirante e perguntou-lhe onde podia instalar a banca. O velho olhou para ele, estranhando a fineza da sua imagem. Depois perguntou-lhe se tinha licença da câmara e lugar marcado.
-Licença, tenho; lugar marcado, não…
-Olhe, o melhor é falar com o fiscal, que deve estar a chegar, porque, até às nove horas, não pode ocupar nenhum lugar marcado. Sei que existem aí alguns lugares disponíveis, mas só o fiscal o pode orientar com segurança.
Gabriel referenciou o fiscal pelo colete fosforescente, de tons amarelos. A licença contemplava um espaço de quatro metros quadrados e Gabriel comprara os cavaletes e as tábuas já a contar com estas medidas.
A feirante do lado refilou, num aviso:
-Eh, nada de instalar a banca para cá do risco branco.
Os leões marcam o seu território mijando, os humanos lançam avisos sonoros. Cada um utiliza as armas que pode.
Laura, com o seu faro de sobrevivência, observou os vizinhos mais chegados. De um lado a velhota com toda a espécie de velharias, estendidas sobre um plástico, no chão. Fôra ela que lançara o aviso sobre os limites do território. Do outro lado estava um jovem com uma tenda que comercializava sacos e malas de senhora.
Depois de montar a banca Gabriel foi arrumar a carrinha. Antes de partir disse a Laura:
-Bom, ainda não está tudo como deve ser, mas vamos aprendendo com a experiência. Vou arrumar a carrinha; se vier alguém para comprar já sabes, o preço está marcado na primeira página e tu procedes como o combinado: se não houver contestação ao preço vendes pela quantia indicada; se houver podes baixar, regra geral, um euro. Entendido, senhora alfarrabista?
Laura sorriu, agradecida por tanta generosidade. Deu um beijo nos lábios do Gabriel. A velha do lado resmungou, entre dentes:
-Já? Estou a ver que vamos ter aqui espectáculo…
Gabriel sorriu ao ouvir o comentário da velha. Laura olhou para ela friamente.
Quando Gabriel regressou de arrumar a carrinha encontrou Laura acabrunhada. Pensou que se tivesse pegado com a velha resmungona. Mas o motivo era outro.
-Vês, Gabriel, eu não te disse que isto não era para mim?
-Mas o que se passou, mulher?
-O que se passou foi que um homenzinho me perguntou se eu tinha o romance a Rosa do Adro. E eu sei lá o que é tal coisa.
A velha do lado, sempre com os radares para os novatos, pensou em voz alta:
-Ai, isto promete, promete…
Laura não se conteve:
-Promete eu dar-lhe com um livro nas trombas, não demora nada!
O jovem das malas para senhora deu uma sonora gargalhada e exclamou:
-E só se perdem as porradas que não acertarem na velha!
-Velha é a vaca da tua mãe, ó drogado…
Levantou-se ali um burburinho dos diabos. Gabriel ficou quase paralisado no meio daquela algazarra toda. O jovem virou-se para ele e disse:
-Não se preocupe, amigo. Isto faz parte da animação da feira. E serve para despertarmos.
O acontecimento fez bem a Laura. Arrancou-a àquela fixação de que não era capaz de desempenhar a sua função de vendedora de livros.
Gabriel aproveitou a calma que se instalou depois da berraria e disse a Laura:
-Querida, não faças de cada dificuldade uma tragédia. Não vês como esta gente enfrenta a vida? Aplica a característica que mais marca os portugueses; o desenrascanço. Foi com ele que nós demos novos mundos ao mundo.
-Mas ainda não me explicaste essa do romance A Rosa do Adro. Ou também nada sabes desse livro, se é que tal livro existe…
-Querida amiga, eu não sei tudo. Não há ninguém, por mais sábio que seja, que tudo saiba. Mas, por acaso, eu conheço a obra em questão. E aqui para nós que ninguém nos ouve: esse livro é um dramalhão de faca e alguidar, mas é já um clássico da literatura portuguesa, com milhares de livros publicados em sucessivas edições e ainda hoje muito procurado, como pudeste constatar. Foi escrito no século XIX por um operário tipógrafo, no tempo em que os operários escreviam, chamado Manuel Rodrigues. Este romance deu origem a um filme, mudo, com o mesmo título.
-Oh, merda, como queres que eu saiba isso tudo?
-Ó santinha, não é necessário,saber isto tudo. Só tens que responder ao cliente se tens ou não tens.
-E como sei eu que o tenho ou não?
-Não tens olhos? Se estivesses numa livraria também ias à prateleira ver se lá estava ou não.Aqui estendes os olhos pela banca, que não é muito extensa, e logo vês se o tens ou não. Com o tempo, vais fixando as obras que tens para venda, pois que todos os dias de feira esses livros te passam pela mão, ao montares e desmontares a banca.
-Para ti é tudo fácil, Gabriel.
-Como para ti era fácil manobrar a máquina de costura, na fábrica onde trabalhavas. Mas tiveste que praticar, não? Então, minha amiga, faça o que sempre fez: aprenda e pratique.
-Bem, de tudo isto algo aprendi. Sei o que é a Rosa do Adro e isso já não esquecerei…
-Bravo, bravo, Laura! Assim é que é…
-Já estou a ver que o circo veio para ficar – refilou do lado a velha, mas também ela muito interessada em ouvir falar sobre a Rosa do Adro, romance de que já ouvira falar.
Aprendendo com os erros, Gabriel refreava o seu entusiasmo por estar a lidar com matéria que tanto prazer lhe dava, os livros, e por os utilizar para elevar a consciência da mulher que amava.
Sabia agora que não podia forçar nem queimar etapas. A experiência com o livro A Rosa do Adro deu-lhe a pista certa para lidar com a situação. Laura teria que aprender pela prática, lentamente. A teoria, o domínio dos livros, o título da obra e o nome do autor, iriam sendo assimilados à medida que ela os fosse vendendo.
Gabriel aplicou no espaço da venda de livros ao ar livre o que viu nas imensas livrarias que frequentava: deixava os leitores percorrerem a banca e folhear os livros sem intervir. E só o fazia quando era solicitado para isso. Laura observava tudo e seguia o exemplo do companheiro.
-Laura, uma coisa podes fazer, já que temos tanto tempo livre: todos os livros, sobretudo os romances, têm um resumo, quase sempre na contra-capa, do assunto tratado no enredo. E trazem também a biografia do autor. Então tu podes ir conhecendo os autores e um resumo da obra, consultando os livros expostos.
E para exemplificar pediu à Laura para agarrar num dos livros da frente da banca. Laura agarrou naquele que mais próximo da sua mão se encontrava. Quando Gabriel viu o livro que Laura escolhera, exclamou:
-Isto hoje é só para a desgraça! Foste logo escolher um livro fácil como o caraças: a Náusea, do Sartre…
-A quê do quê?
-Bela charada que fizeste com essa pergunta, rapariga…Mas coloca lá esse livro. Isso era como pôr um estudante de medicina do primeiro ano a fazer uma operação complicada a um doente.
Gabriel foi ele próprio buscar um livro.
-Aqui está um que deves conhecer e ao seu autor: Cem Anos de Solidão,Gabriel Garcia Marquez.
-Ah,é por ter o teu nome? Mas o título é bem bonito…Cem Anos de Solidão…
Naquele dia Laura consultou três livros e fixou o seu resumo e a biografia dos autores: o já referido Garcia Marquez e o Cem Dias de Solidão; Manuel da Fonseca e o romance Cerromaior; Jorge Amado e os Capitães da Areia.
Como ia embalada, queria avançar para mais autores. Gabriel refreou-lhe o ímpeto:
-Não, vai com calma. Vinho bom bebido em excesso arruína o organismo. Consolida bem o que estudas-te, se for necessário volta de novo aos livros já consultados, mas não carregues de mais o cérebro. Um passo de cada vez.
O dia estava cheio de sol e movimento. Apesar da crise as pessoas, embora uma minoria, sentia a necessidade de ler os seus autores preferidos. Livros que estavam nas livrarias a 15 euros ali eram vendidos, em bom estado, alguns quase novos, a cinco e seis euros.

Gabriel era um exímio vendedor porque dominava quase todos os livros em exposição. Ele não se limitava a falar na obra que o possível cliente tinha na mão. Aconselhava outras obras, e o leitor, que só pensava comprar um, por influência da argumentação de Gabriel, levava dois ou três livros.
Havia clientes, sobretudo mulheres, para quem não era necessário grande, ou nenhuma, argumentação. As leitoras do Paulo Coelho, da Danielle Sttil, do Nicholas Sparkes, da Margarida Rebelo Pinto e outros autores da chamada literatura ligt sabiam, quase todas, a obra completa dos seus escritores favoritos e compravam, sem grande regateio, as obras que lhe interessavam.
Quando ao fim do dia começaram a arrumar a banca, verificaram que os livros arranjados pelo Silvério tinham sido os mais vendidos.
-Gabriel, o Silvério tinha razão: os livros dele foram os que mais se venderam…mas não lhe vamos dizer senão não há quem o cale.
E os dois riram com gosto. E com mais gosto riu Laura quando Gabriel contou os euros que fizeram com a venda dos livros: 136 euros!
-Porra, muito mais do que andasse a limpar casas.
-Calma, isto não é tudo lucro: tens que contar com as licenças, o gasóleo e quando tiveres que comprar livros para vender a margem de lucro será menor. E não esqueças as despesas com a carrinha, que agora correm por minha conta.
-Mesmo assim, querido Gabriel, é muito bom. E estou a gostar muito.
Estavam os dois felizes.
Laura aproxima-se de Gabriel e diz-lhe ao ouvido, baixinho, para que a cusca da velha do lado não ouvisse:
-Para comemorar, logo dás-me uma foda à canzana.
A velha, apesar do seu ouvido de tísica, não conseguiu ouvir a frase obscena. Gabriel é que estragou tudo porque, com o entusiasmo, disse alto:
-Ah, se tiver tesão dou…
A velha viu confirmada a sua suspeita da depravação do casal:
-Nojentos!
O rapaz das malas para senhora, que adorava libertinagens, e muito mais de por a velha em brasa, gritou:
-Ah velha do caralho, o que tu tens é inveja de não poderes tirar as teias de aranha da cona. Ou pensas que eu não sei que tu eras uma fodilhona de marca?
A velha atirou-lhe com um galo de Barcelos que se escaqueirou ao embater na estrutura de metal da tenda do rapaz. Ele ria-se, ria-se que nem um perdido, enquanto dava mais uma chupadela no charro.

Manuel Monteiro

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Miguel Gameiro - Dá-me um abraço (com letra)




ESTES SÃO OS GRANDES CULPADOS DA SITUAÇÃO A QUE O PAÍS CHEGOU.



QUE CONSELHOS PODEM DAR SE ESTES SÃO OS CULPADOS DA SITUAÇÃO EM QUE VIVEMOS?

Campeões 2012/13 da corrupção


Campeões 2012/13 da corrupção por HugoGill

Como não deve ouvir alguém do governo!

Imagens impressionantes mostram tornado gigante atingindo Oklahoma, nos EUA






Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Touro de raça galega que continua à solta passou entre o jogador do Paços e o do Porto



O árbitro que apitou este domingo o jogo entre o Paços de Ferreira e o Futebol Clube do Porto viu uma falta de um jogador do Paços sobre um jogador do Porto que deu origem a um penálti, mas na verdade os jogadores não só não se tocaram, como inclusivamente o touro de raça galega que fugiu de Viana passou entre os dois atletas naquele momento.
No entanto, ninguém no estádio viu o bicho. Mesmo o árbitro, que acabou por ser colhido, afirmou depois que tinha caído sozinho.

Domingo, 19 de Maio de 2013

Extrato do romance "O QUE EU ANDEI PARA AQUI CHEGAR" de Manuel Monteiro



Maria a minha impetuosa namorada nunca saiu do meu pensamento e do meu desgosto. Um dia disse-me:
– Não posso ir mais ao palheiro contigo. O meu pai quer que namore com o filho do morgado.
O pai de Maria era o regedor e queria casar a filha bem.
– Avó, fale com a Maria! Não deixe que ela se case com o filho do morgado!
– Meu pobre Pardalito: aí está uma coisa que não posso fazer. Somos pobres e a Maria, embora goste de ti, tem que obedecer ao pai.
Nem para o casamento fomos convidados. A avó foi quase às escondidas até ao largo da igreja para ver a Maria toda vestida de branco. Eu fugi para o rio. Tentei provocar um latagão que andava a guardar as vacas num lameiro próximo, mas ele, como se dava bem comigo, não ligou às minhas provocações verbais. Então, espantei-lhe as vacas e ele teve que correr montes e vales para as trazer de volta. Chegou ao pé de mim, deu-me um murro e afastou-se. Corri atrás dele, saltei-lhe para as costas, esmurrei-o na nuca, enquanto lhe chamava filho da puta. O calmeirão achou que já era provocação a mais. Deu-me tanta pancada que eu gritei que nem um desalmado. Mas aquela porrada atenuava a dor que eu sentia por ter perdido para sempre a Maria.
Quando a avó ouviu os meus gritos, foi ao meu encontro:
– Quem te fez isto?
– Fui eu próprio...
A avó entendeu tudo. Abraçou-me e chorou comigo.
Decidi abandonar de vez a aldeia. No dia anterior à partida fui, à noitinha, até à fonte onde as raparigas enchiam os cântaros de água para as lides domésticas. Ajudei algumas delas a colocarem o cântaro à cabeça. Quando chegou a vez da Maria, disse-me baixinho:
– Logo, por volta das onze horas, no palheiro...
Cheguei a casa, lavei-me e perfumei-me. A avó percebeu tudo, mas só me disse:
– Cuidado...
Cheguei mais cedo ao palheiro e deitei-me no mesmo sítio onde sempre me deitara com a Maria. Deram as onze e meia na sé de Vila Real e da Maria nada. Até que um vulto caiu sobre mim. Ah, aquele cheiro de fêmea impetuosa, aquele corpo que eu conhecia até ao mínimo pormenor...ali estava ao alcance do meu desejo!
– Só agora me pude despachar – disse ofegante. – E temos pouco tempo.
Tirou o vestido e por baixo não trazia mais nada. E ali estava a minha amada, nua, esplendorosamente nua. Deitou-se na palha e puxou-me para si. Eu também já me tinha despido.
– Fode-me! Fode-me toda!
Para além da habitual impetuosidade, eu sentia na Maria uma raiva e até um desespero que me retraiu um pouco. Ela não esteve com muitas cerimónias: agarrou no meu sexo e levou-o para dentro de si.
Depois de me sentir dentro daquele vulcão esqueci-me de tudo e procurei usufruir daquele momento, porque sentia que seria o último. Foi a própria Maria que o disse:
– Nunca mais nos encontraremos. Só espero que a tua semente germine em mim.
Não percebi o sentido daquela última frase, mas também não tive muito tempo para matutar nela. No fim, Maria beijou-me com toda a doçura:
– Adeus, meu amor...
Eu não disse nada. Absorvi apenas as suas lágrimas. Não lhe disse adeus. Não se diz adeus ao primeiro amor...
(Extrato do romance O QUE EU ANDEI PARA AQUI CHEGAR)

Manuel Monteiro
Manuel Monteiro

O romance abarca três momentos fundamentais na vida de um homem: a sua infância em Trás-os-Montes, a participação na guerra colonial e a sua acção militante na revolução de 25 de Abril de 1974. Ao sentir a morte aproximar-se, decide recordar o seu passado e, sobretudo, o período exaltante da sua vida, que vai desde o nascimento numa remota aldeia transmontana até ao final da revolução. O romance não segue uma ordem cronológica. Vão sendo entrelaçados os acontecimentos da vivência na aldeia, da violência da guerra colonial, da exaltação dos momentos únicos da revolução.


QUE GRANDE LIÇÃO DE MORAL!...

BANIF - Onde é que já vimos isto?



Banqueiros e Governo dizem que o Banif não é o novo BPN. Mas as semelhanças estão à vista: o banco foi sempre um instrumento para financiar o PSD/Madeira, enquanto acolhia ex-governantes do PSD, mas também do PS. Veja aqui as ligações entre políticos e o banco que acaba de ser salvo com o dinheiro dos contribuintes.

Santuário dos Remédios - Lamego



Amor de mãe!

A todos os desempregados!



Caro desempregado,

Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país. Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.


Ricardo Araújo Pereira

Sábado, 18 de Maio de 2013

Governo esteve mais de 8 meses a pagar 200 mil euros/mês por 2 hospitais fantasmas.

Governo esteve mais de 8 meses a pagar 200 mil euros/mês por 2 hospitais fantasmas.

O ministério diz que tinham ainda recursos humanos e material para tratar... o Presidente de Cascais diz que deve haver engano pois os hospitais estão vazios tanto de pessoal como de material???!!!!

"Governo gasta 200 mil euros por mês com dois hospitais desactivados.
O Ministério está a gastar 200 mil euros por mês com remunerações e a manutenção de dois hospitais que estão fechados há oito meses, no concelho de Cascais.
Ao Negócios, o Ministério da Saúde explicou que "apesar não realizar actividade assistencial, existe toda a actividade de encerramento de contas, gestão de recursos humanos e de património que obriga, por algum tempo, à manutenção da estrutura, tanto de direito como de facto".

O sal e os seus poderes!

O PODER DO SAL GROSSO :

O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes. Povos distintos usam o sal para combater o mau-olhado, e deixar a casa a salvo de energias nefastas.

O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo cumprimento de onda da cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos.

Visto do microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados. As energias densas costumam se concentrar nos cantos da casa. Por isso, colocar um copo de água com sal grosso ou sal de cozinha equilibra essas forças e deixa a casa mais leve. Para uma sala média
onde não circula muita gente, um copo de água com sal em dois cantos é suficiente.

Em dois ou três dias já se percebe a diferença.
Quando formam-se bolhas é hora de renovar a salmoura.

A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos, isto é, as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar a energia dos ambientes. Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar tensão e irritação.

A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita à menor sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou à noite no quarto, para que o sono não seja perturbado.

Banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em salmoura bem quente) têm o poder de neutralizar a eletricidade do corpo. Para quem mora longe da praia é um ótimo jeito de relaxar e renovar as energias. Já foi considerado o ouro branco (salmoura para conservar alimentos).

Os povos foram desenvolvendo técnicas de usar o sal, como as abaixo descritas:

Uma pitada de sal sobre os ombros afasta a inveja.

Para espantar o mau-olhado ou evitar visitas indesejáveis, caboclos e caipiras costumam colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo de salmoura do lado esquerdo da entrada .

A mistura de sal com água ou álcool absorve tudo de ruim que está no ar, ajuda a purificar e impede que a inveja, o mau-olhado e outros sentimentos inferiores entrem na casa.

Depois de uma festa, lavar todos os copos e pratos com sal grosso para neutralizar a energia dos convidados, purificando a louça para o uso diário.

Tomar banho de água salgada com bicarbonato de sódio descarrega as energias ruins e é relaxante. O único cuidado é não molhar a cabeça, pois é aí que mora o nosso espírito e ele não deve ser neutralizado.

Na tradição africana, quando alguém se muda, as primeiras coisas a entrar na casa são: um copo de água e outro com sal. Usam sal marinho seco, num pires branco atrás da porta para puxar a energia negativa de quem entra. Também tomam banho com água salgada com ervas para renovar a energia interna e a vontade de viver.

No Japão, o sal é considerado poderoso purificador. Os japoneses mais tradicionais jogam sal todos os dias na soleira das portas e sempre que uma visita mal vinda vai embora. Símbolo de lealdade na luta de sumô. Os campeões jogam sal no ringue para que a luta transcorra com lealdade.

Use esse poderoso aliado!

É barato, fácil de encontrar, e pode lhe ajudar em momentos de dificuldade e
de esgotamento energético!

Modo de tomar o banho de sal grosso:

Após seu banho convencional, deixe um punhado de sal grosso escorrer do pescoço para baixo, embaixo da água da ducha. Uma opção que agrada muitas pessoas, é colocar um punhado de sal dentro de uma meia, e repousar esta na nuca (atrás do pescoço) debaixo da ducha. Não é aconselhável banhos
frequentes com o sal.
De preferência para os banhos na fase da Lua Cheia, utilize velas no banheiro, e se quiser ativar sua intuição, apague as luzes do banheiro.

Benefícios de banhos e escalda pé com sal grosso:

*Fisiológicos·*

Ajuda a desintoxicar o corpo e afastar os vírus· Estimula a circulação natural para a melhoria da saúde· Ajuda a aliviar o pé do atleta, calos e calosidades· Relaxa a tensão, dores musculares e nas articulações· Ajuda a aliviar artrite e reumatismo· Ajuda a aliviar a dor lombar crônica

*Benefícios estéticos:*

Tira as impurezas da pele. Alivia irritações da pele como psoríase / eczema· Alivia comichão, ardor e picadas· Suaviza e amacia a pele· Incentiva a pele se renovar· Ajuda a curar as cicatrizes· Restaura o equilíbrio a umidade da pele

*Ocupacional ·*

Alivia o cansaço, os pés doloridos e os músculos da perna.
Alivia a tensão nas mãos e punhos
Ajuda a aliviar lesões no desporto Psico-físicS

António Aleixo sempre actual!... A não perder.




Maria da Fonte - interpretação CIP - Coro Intervenção Porto



O hino "Maria da Fonte" interpretado pelo Coro de Intervenção do Porto, sob a direcção de Ana Maria Teixeira.
vejam e sintam, a partir do minuto 1,32, a garra, o brilhar de olhos, a alegria, a genica e o fervor da Ana Maria.

As favelas de S. Paulo



A albanização dos pensionistas!

O roubo nas pensões!...