Em 20 de Julho de 1955, morre, em Lisboa, com 86 anos, Calouste Sarkis Gulbenkian. Membro de uma ilustre família arménia cujas origens remontam ao século IV, vem para Lisboa em 1942, instalando-se no Hotel Aviz que ficava nos terrenos em que hoje se ergue o Hotel Sheraton. Em 18 de Junho de 1953, assina o seu testamento, deixando uma parte da sua fortuna para a criação da Fundação que ostenta o seu nome. Generoso filantropo, sempre preocupado em ajudar os menos favorecidos, deixou bem claro que a sua Instituição deveria ter fins caritativos, artísticos, educativos e científicos.
Fonte: Diário de Lisboa n.º 11718, de 20-07-1955, pp. 1 e 14 e Site da Fundação Gulbenkian .
A Fundação Calouste Gulbenkian tem vindo a prestar, desde a sua fundação, um valioso contributo no campo da cultura e da investigação científica. Para além da criação e apetrechamento de museus e institutos científicos e educativos, mantém uma orquestra de música clássica e, até há bem pouco tempo, possuía o mais consagrado grupo de ballet do nosso País. Apoia, a título individual e colectivo, as mais variadas expressões artísticas. Concedeu, ao longo dos anos, milhares de bolsas de estudo para a frequência de licenciaturas, mestrados e doutoramentos, tanto em Portugal como no estrangeiro. Um apreciável número de bibliotecas itinerantes Gulbenkian percorreu o País até 2002, levando a cultura a toda a parte e inúmeros Centros de Recursos Educativos foram apetrechados com livros oferecidos por esta prestimosa Instituição.
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