sábado, 25 de julho de 2015

A 25 de Julho de 1952 - Nasce Eduardo Elísio Machado Souto de Moura



Eduardo Elísio Machado Souto de Moura nasceu no Porto, em 25 de Julho de 1952.
Frequentou o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto e na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. No decurso da sua carreira estudantil colaborou no ateliê de Álvaro Siza Vieira entre 1974 e 1979.
Em 1980, ano da conclusão da licenciatura, recebeu o seu primeiro prémio, atribuído pela Fundação Engenheiro António de Almeida, e iniciou a actividade de arquitecto como profissional liberal.
Em 1981 foi nomeado assistente do curso de Arquitectura da FAUP, instituição onde leccionou até 1990 e à qual regressou, mais tarde, em 2003.
Como grandes referências da sua obra devem referir-se, além de Siza Vieira (1933 -), os arquitectos Mies van der Rohe (1886-1969) e Aldo Rossi (1931-1997), as experiências californianas dos anos 50 e 60 (Craig Ellwood, Pierre Köning e as "case study houses"), a arte minimalista (Donald Judd e Sol Lewitt). Souto de Moura foi também influenciado por Bernardo Soares, um dos heterónimos do poeta Fernando Pessoa (1888-1935), por Roland Barthes (1915-1980), pensador e escritor francês, pelo pintor catalão Antoni Tapiès (1923-) e pelo artista alemão Beuys (1921-1986).
Durante os anos oitenta e noventa do século XX foi professor convidado de diversas faculdades e escolas de Arquitectura europeias: Faculdade de Arquitectura de Paris-Belleville (1988), escolas de Arquitectura de Harvard e de Dublin (1989), ETH de Zurich (entre 1990 e 1991) e Escola de Arquitectura de Lausanne (Professor Convidado em 1994).
A conceituada figura da chamada "Escola de Arquitectura do Porto" tem inúmeras obras espalhadas pelo país e fora dele. De entre os projectos de Souto de Moura podem enunciar-se o Mercado Municipal e o Estádio Municipal de Braga (Estádio Axa); a Casa das Artes, a Casa do Cinema de Manoel de Oliveira e o Edifício Burgo, no Porto; a Ponte dell' Accademia, em Veneza (Itália). Dignas de nota são também as intervenções patrimoniais no Convento de Santa Maria do Bouro, em Amares, no edifício da Alfândega Nova (actual Museu dos Transportes e Comunicações/Centro de Congressos e Exposições) e na antiga Cadeia da Relação (convertida no Centro Português de Fotografia), no Porto, e as intervenções territoriais na Faixa Marginal de Matosinhos, no Metro do Porto e na Praça do Município da Maia.
Durante os últimos anos, Souto de Moura também tem trabalhado na área do design de produto e, em 2008, em conjunto com o artista plástico 
Ângelo de Sousa, participou na XI.ª Bienal Internacional de Arquitectura de Veneza, em representação de Portugal, com um projecto em co-autoria intitulado "Cá fora. Arquitectura desassossegada." O primeiro Arquitecto a receber o prémio Pessoa não aprecia o relativismo e a desordem do mundo actual. Nos seus trabalhos procura criar uma paisagem exacta e respeitar a construção, a estrutura, a infraestrutura e os acabamentos das opções originais. Gostava de ter desenhado o Parténon - a maior obra de arquitectura existente, segundo o próprio - e o Pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe, projectado pelo arquitecto que mais admira.
Em 2011, Souto de Moura tornou-se no segundo arquitecto português, depois de Siza Vieira (1992), a alcançar o Prémio Pritzeker de Arquitectura, o mais conceituado galardão nesta área, atribuído desde 1979 pela americana Hyatt Foundation aos maiores nomes da Arquitectura mundial, como Óscar Niemeyer (1988), Frank Gehry (1898), Norman Foster (1999) e Rem Koolhaas (2000).
Eduardo Souto de Moura vive no Porto com a família, na Praça de Liège, Foz do Douro, numa moradia com 3 habitações que ele próprio projectou e onde é vizinho de Siza Vieira. Trabalha nas proximidades da sua casa, num edifício que partilha com o arquitecto Siza Vieira e Rogério Cavaca.