segunda-feira, 27 de julho de 2015

A 27 de Julho de 1933 - Nasce José da Fonseca e Costa


José da Fonseca e Costa (Caala, Huambo, 27 de Junho de 1933) é um cineasta português, um dos pioneiros em Portugal do movimento do Novo Cinema.
A viver em Lisboa desde 1945, frequenta o Curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa(1951/1955), que não termina para se dedicar às actividades cinematográficas.
Membro da direcção do Cineclube Imagem, faz crítica de Cinema nas revistas Imagem e Seara Nova. Traduz para português livros de teoria cinematográfica da autoria de Eisenstein, Guido Aristarco e alguns romances, entre eles, Il Compagno de Cesare Pavese e Passione di Rosa de Alba de Cespedes.
Concorrente ao lugar de assistente de realização da RTP (à data da sua fundação, 1958) é impedido de entrar nos quadros da empresa por interferência da PIDE, embora fique classificado em primeiro lugar. Em 1960 é lhe recusada uma bolsa de estudo, solicitada ao Fundo do Cinema Nacional, para freqüência de um curso de cinema no estrangeiro, novamente por informação da PIDE, em cujas prisões é encarcerado por actividades de oposição política à ditadura.
Inicia a sua formação profissional estagiando em Itália, por volta de 1961, onde trabalha com Michelangelo Antonioni no filme L'Eclisse (O Eclipse).
De regresso a Portugal, em 1964, produz e dirige centenas de filmes publicitários e alguns documentários industriais e turísticos, actividade que interrompe a partir dos anos 70, quando dirige o seu primeiro filme de ficção ( A Metafísica do Chocolate, 1967). É um dos cineastas do movimento do Novo Cinema em Portugal. Seguem-se O Recado (1972), Os Demónios de Alcácer Quibir (1977) e Kilas o Mau da Fita (1981).
Foi sócio-fundador e dirigente, nos anos 60, do Centro Português de Cinema, e, mais recentemente, daAssociação de Realizadores de Cinema e Audiovisuais, de cuja primeira Direcção foi presidente. Foi eleito Vogal e, depois, Presidente do Conselho de Administração da Tobis Portuguesa, entre 1992 e 1996. Foi nomeado, em1998, para representar o Ministério da Economia no recém-criado Conselho Superior do Cinema, do Audiovisual e do Multimédia, onde nunca chegou a exercer funções.
Foi eleito para o Conselho de Opinião da RTP em sessão da Assembleia da República realizada a 2 de Novembro de 2000.
Neste momento, dedica a sua actividade ao ensino universitário de disciplinas cinematográficas, à escrita de crónicas jornalísticas e de argumentos dos seus filmes.
Depois de Cinco Dias, Cinco Noites (1996), filme premiado no Festival de Gramado, nos Globos de Ouro emPortugal e seleccionado para o Montreal World Film Festival, Fonseca e Costa assinou ainda O Fascínio(2003) e Viúva Rica Solteira Não Fica (2006), seus mais recentes trabalhos.