domingo, 27 de setembro de 2015

A 27 de Setembro de 1810 - Batalha do Buçaco, Portugueses e ingleses enfrentam as forças de Napoleão.


A batalha do Buçaco, é um dos episódios do período das invasões francesas (III Invasão) que por sua vez se inclui na guerra peninsular.
Chama-se guerra peninsular ao período que decorre desde a chegada das tropas francesas a Lisboa até ao momento em que as tropas francesas são pela última vez expulsas da península ibérica.
Durante este período decorrem inúmeras batalhas em que a França de Napoleão tenta controlar a Península Ibérica, onde o seu principal inimigo, a Inglaterra, continua não só a deter como a firmar posições.
A campanha de Napoleão contra Portugal tinha tido alguns sucessos. No final de 1808, 250,000 franceses entraram na Peninsula Ibérica e varreram tudo à sua frente. No inicio de 1809 os franceses entraram no norte de Portugal na sequência da derrota das forças britânicas que foram forçadas a retirar da Corunha no inicio daquele ano.
Essa invasão, comandada pelo general Soult, tinha expulso os britânicos da Corunha em Janeiro e tinha conquistado o Porto em Março. Mas em Maio de 1809, o reorganizado exército português juntamente com forças inglesas tinham voltado a reconquistar o Porto e no inicio do Verão de 1809 os franceses tinham sido expulsos de Portugal. Nessa altura, o grosso do exército francês lutava contra a Áustria, na Europa central.
Durante quase todo o resto de 1809 e até à Primavera do ano seguinte a situação não sofreu alterações significativas em Portugal, porque os exércitos franceses depois de vencerem a Áustria voltaram a marchar contra o sul de Espanha no fim de 1809. Começou 1810 e com o inicio do Verão, tendo subjugado praticamente toda a Espanha, os franceses dispõem-se a retomar a invasão de Portugal. A 17 de Abril é nomeado para comandar o exército francês o general Massena, a que o próprio Napoleão chamou «L`enfant chery de la victoire» ou o filho querido da vitória.
Massena, comandará um exército de 65,000 homens. Por comparação o exército de Soult que invadira Portugal tinha 16,000 homens mais um corpo de exército de 8,000 totalizando 24,000.
Início das operações
Os franceses marcham primeiro sobre a fortaleza espanhola de Ciudad Rodrigo. Aquela praça espanhola é o contraponto à fortaleza portuguesa de Almeida, que fica a 35km e é defendida por 6,000 espanhóis e 100 canhões. Os franceses chegam a 6 de Junho e até 25 de Junho aguardam a rendição da praça. A 25 de Junho os franceses iniciam um pesado bombardeamento, os defensores espanhóis resistem, mas estão em grande inferioridade. Ainda esperam reforços do exército luso-britânico, mas tal reforço seria impossível, pois levaria o exército de Wellington a cair numa armadilha francesa.
A fortaleza de Cuidad Rodrigo é por isso «sacrificada» para garantir que o recontro entre os luso britânicos e os franceses ocorrerá onde Wellington decida.
Os franceses demoram algum tempo a reorganizar-se para prosseguir a marcha. Devem tomar Almeida e depois atravessar o rio Coa, da margem oriental para a margem ocidental.
O rio Coa é uma barreira natural e o exército de Wellington coloca-se na margem ocidental (Almeida fica na margem oriental) para assim evitar ter que lutar com os franceses de costas para o rio.
Apenas 4,000 homens, comandados pelo Ten.General Craufurd se encontram entre Almeida e o rio.
São essas tropas que entram em combate com 10,000 franceses, do VI corpo do exército francês no dia 24 de Julho, no que ficou conhecido como «Batalha do Côa». As superiores forças francesas tentam cortar a retirada às tropas luso-britanicas que conseguem no entanto escapar para a margem direita do rio Côa e juntar-se ao grosso do exército. É uma vitória francesa, que implica tamb´qm que a fortaleza de Almeida ficou completamente cercada pelos franceses.

Queda de Almeida: Caminho aberto para Massena
A 16 de Agosto de 1810 as tropas francesas cercam a mais poderosa das fortaleza portuguesas da fronteira, Almeida. Ainda que a guarnição seja de apenas 4,200 homens e 115 canhões, tomar a fortaleza é difícil para qualquer exército, A fortaleza foi edificada num planalto e a sua tomada é complicada e ainda mais que se trata de um lugar abastecido. No entanto, as tropas milicianas que ali se encontram são de qualidade duvidosa, muitos dos milicianos eram agricultores que no inicio do Verão tinham desertado para tratar das colheitas nas suas terras.
Perante a impossibilidade de tomar a fortaleza os franceses aguardam a chegada dos lentos canhões de cerco, a que se juntam os canhões pesados capturados aos espanhóis em Castelo Rodrigo.
Entre 16 e 26 de Agosto Almeida é bombardeada pela artilharia pesada francesa por 65 bocas de fogo. Na realidade porém, a população e a guarnição estava relativamente protegida, porque a fortaleza contava com casamatas destinadas a proteger a população e a guarnição durante os cercos.
Mas ao fim do dia 26 de Agosto, uma ignição num paiol provoca uma tremenda explosão que mata 500 dos civis que ainda estavam na cidade, 600 soldados de infantaria e 200 artilheiros. A estes somam-se milhares de feridos.
Explodiram 67,000kg de pólvora e um milhão de cartuchos de arma ligeira. A explosão foi de tal forma terrivel, que toda a fortaleza estremeceu e os próprios franceses sentiram o chão a tremer debaixo dos pés.
A explosão foi aparentemente provocada por uma falha na segurança, embora os franceses a tenham atribuído à qualidade da pontaria dos seus artilheiros.
No entanto, a artilharia da fortaleza continuou a disparar contra os franceses, mesmo quando os estilhaços das explosões continuavam a cair.
O comandante da praça ainda teve esperança que o exército de Wellington viesse em seu auxílio, mas como tinha acontecido em Ciudad Rodrigo, o comandante britânico não arriscou o seu exército para combater num terreno que lhe era desfavorável.
A 28 de Agosto, perante a catástrofe, Almeida rende-se aos franceses e o caminho para entrar em Portugal está aberto. O avanço porém não é imediato. O exército francês começa a debater-se com problemas de abastecimento, pelo que o inicio da progressão só ocorrerá 15 dias depois. A tomada das duas fortalezas fronteiriças, custou a Massena quase três meses.
Só a 14 de Setembro, o exército francês, que se divide em três corpos de exército inicia a marcha em direcção a Lisboa, com o intuito de finalmente vencer o único país do continente europeu que ainda lhe resiste.
Massena, à frente dos II e VI corpo de exército dirige-se para sul, no encalço das forças de Wellington, mas mais tarde os batedores informam que o exército francês se dirige para Viseu.
O objectivo parece ser o de utilizar aquela cidade como base para a obtenção de víveres para o seu exército. No entanto, os franceses vão encontrar uma cidade praticamente deserta e de pouco ou nenhum valor militar.
Os portugueses tinham posto em prática uma política destinada a negar toda e qualquer possibilidade de reforço aos franceses.
A 17 de Setembro o VI corpo chega a Fornos de Algodres às margens do rio Mondego e no dia 20 atingem Viseu. No entanto, a má qualidade das estradas, faz com que grande parte do exército francês esteja ainda nas estradas.
No dia 20 de Setembro ocorrem os primeiros recontro, quando as milícias portuguesas atacam uma coluna francesa do VIII corpo que estão atrasadas e ainda não chegaram a Viseu.
Nesse mesmo dias 20, a guarda avançada do VI corpo do general Ney sai de Viseu, mas em vez de se dirigir para sudoeste para Coimbra, toma a estrada para a serra do Buçaco.
Wellington é imediatamente informado desta movimentação francesa.
No inicio do século XIX a serra do Buçaco era completamente diferente do que é no inicio do século XXI. Em vez de frondosas florestas, a serra era um lugar remoto, desolado e pedregoso. É ali, que a mais importante batalha da III invasão francesa vai ocorrer.

Os exércitos encontram-se
Enfrentar um dos melhores generais franceses com um exército numeroso e bem armado seria sempre um problema para qualquer general daquele periodo.
Wellington conta com aproximadamente 32,000 portugueses (A maior parte do exército regular português que conta com um total de 45,000 homens sem incluir as milicias) a que se somam um pouco mais de 20,000 britânicos.
Ou seja, Wellington conta com 52,000 homens contra 65,000 homens do exército francês.
Mais importante ainda, é a dúvida que se coloca aos comandos luso-britânicos:
O exército português tinha sido desbaratado pelos franceses em 1807. Toda a sua estrutura foi refeita em menos de três anos. Grande parte da suas fileiras é composta por recrutas muitas vezes forçados e a sua capacidade de combate está por provar. Os 20,000 britânicos já têm experiência de combate, mas a maior parte dos 32,000 portugueses não a têm e não se sabe como reagirá debaixo de fogo.
Os generais franceses estão ao corrente de que a maior parte do exército que vão enfrentar será constituída por portugueses.
Têm em consideração que o seu «L`Armee de Portugal», (o nome que os franceses davam ao seu exército em Portugal), constituído por soldados experientes e habituados ao campo de batalha vai enfrentar um exército constituído à pressa e onde grande parte dos efetivos são recrutas com pouco tempo para treinar.
O comandante do VI corpo francês, o marechal Ney, é o mais enérgico dos oficiais franceses. As suas tropas são as primeiras a sair de Viseu logo no dia 20, embora grande parte do exército ainda não tivesse chegado à cidade.
Ney discutiu com Massena, que por seu lado queria dar tempo para que todo o poder do exército francês pudesse ser movido em conjunto. Massena pretendia esperar pela artilharia do II corpo do gen. Reynier e pelo VIII corpo do gen. Junot.
A 24 de Setembro, Massena deu ordens directamente à força do general Loison (que era um subordinado de Ney) para atacar as forças aliadas em Mortágua (15km a leste do Buçaco). Esta desautorização enfureceu ainda mais o chefe do VI corpo. Ney, detestava Massena, o qual também era detestado pelo gen Reynier, comandante do II corpo.
Ao fim da tarde do dia 25 de Setembro, Ney chegou a um local chamado «Moura». Dali, avistavam-se a linha de colinas da serra do Buçaco. O marechal Ney e o VI corpo francês tinham encontrado o grosso do exército luso-britânico.
Ney, quer atacar de imediato. Calcula que está perante uma força de 30,000 homens e tem informações de que os luso britânicos estão a movimentar-se para proteger os flancos, ao longo da linha de alturas do Buçaco.
O chefe do II corpo, Reynier que se encontra alguns quilómetros a sul é da mesma opinião, mas nenhum dos dois tem autoridade para ordenar o ataque.
O que Ney não sabe, é que as tropas que se movimentam não fazem parte dos 30,000 homens que ele calculou estar a enfrentar, são na realidade reforços adicionais.
O dia 26 de Setembro, foi um dia desesperante para o marechal Ney, que aproveita para dispor as suas tropas, mas que não sabe onde está o comandante em chefe dos exércitos. Massena está em Mortágua, e só chega ao Bussaco ao final da tarde do dia 26.
Reune-se o conselho e Ney recebe as ordens de Massena, mas começa a ter dúvidas sobre a viabilidade do ataque.
Ele acha que as forças luso-britânicas são agora demasiado numerosas e a sua intuição está correcta.
Os aliados, reforçaram-se e ocuparam posições numa linha elevada, enquanto que os franceses estão no sopé dessa linha de elevações. Esta é uma vantagem táctica. A artilharia aliada também está em posições mais elevadas, representando também uma vantagem.
Os aliados dispuseram as suas forças para permitir movimentações de apoio, para norte e para sul ao longo da linha de alturas do Buçaco.
Segundo os registos oficiais, na noite de 26 para 27 de Setembro de 1810, estão directamente preparados para combate na linha de alturas do Buçaco, 26,843 homens do exército britânico e 25,429 homens do exército regular português. Estes últimos porém, na sua grande maioria nunca tinham participado de uma batalha.
Os aliados recebem ordens para não acender qualquer fogo, para não revelarem as suas posições.
Confiantes, no sopé das colinas, os franceses do «Armee de Posrtugal» acendem milhares de fogueiras e passam a noite aguardando a batalha.

A batalha

O primeiro confronto ocorre por volta das 06:00 da manhã. Forças francesas do II corpo, atacam com batedores, que entram em combate com batedores britânicos que recuam. Os franceses aproveitaram o nevoeiro, para começar a avançar para posições mais elevadas, os combates entre as forças ligeiras são ouvidos mas não se podem ver.
Mas logo que o nevoeiro levanta, a artilharia portuguesa ataca as posições dos franceses que avançam. Estes ainda resistem perante o contra-ataque da infantaria luso britânica, mas acabam por retirar.
Noutro ponto da linha de alturas, os franceses atingem uma das posições elevadas, arriscando tomar uma posição de vantagem. São atacados por tropas britânicas num combate feroz a curta distância. Tropas portuguesas do 8º reg. De infantaria português apoiam o ataque e perseguem os franceses encosta abaixo, até serem detidos pela artilharia francesa.
Com o levantar do nevoeiro, a coordenação francesa melhora e as tropas do II corpo de exército prosseguem o assalto à linha de alturas, chegam a desalojar as tropas britânicas e portuguesas, mas vários movimentos de flanco, forçam os franceses a retirar, desta vez com pesadas baixas.
O general Reynier, comandante do II corpo, deveria iniciar a tomada da linha de alturas e conclui-la durante as primeiras horas da manhã, para depois o apoio do VI corpo permitir ocupar toda a linha de colinas, mas durante essa manhã, empregou no combate 22 dos seus 23 batalhões, perdeu 2,000 homens e não teve sucesso. Os anglo portugueses contam a perda de 590 homens.
O Marechal Ney aguarda. O seu VI Corpo de exército, tem que esperar que o II corpo tome as posições elevadas previstas para entrar no combate, mas durante a manhã por causa do nevoeiro ele não se apercebe das dificuldades do II Corpo.
Dá finalmente ordens às suas tropas do VI corpo para avançarem, o que estas fazem sem grande problema. Algumas das forças francesas avançam perante tropas luso britânicas muito menos numerosas que recuam para posições mais elevadas. Quando as tropas francesas atingem os seu primeiro objectivo são apanhadas pelo fogo de tropas britânicas do 43º e 52º regimentos, tropas frescas e experientes, que tinham estado na Corunha e em outras batalhas.
Os franceses sofreram perdas terríveis, e embora inicialmente tivessem resistido, uma carga geral, lavada a cabo pelos batalhões britânicos 43º, 52º e 95º e pelo 3º de Caçadores pôs os franceses em debandada total, ainda mais quando a artilharia aliada começou a atacar as forças francesas. Em 20 minutos, a mais importante divisão do VI corpo, a divisão do general Loison, perdeu 1,200 dos seus 6,500 homens, com 150 baixas para os aliados.
À sua esquerda, a divisão do general Marchand (também do VI Corpo) colocou-se em movimento, mas atraiu a atenção da artilharia aliada e posteriormente caiu sob o fogo de grupos de batedores do 4º batalhão de caçadores portugueses.
Quando perceberam que estavam a ser alvo de fogo da infantaria ligeira portuguesa, os franceses, aparentemente sem ordens para o fazer, atacaram colina acima para os cercar.
Porém, depararam-se com o grosso dos regimentos de Infantaria 1 e Infantaria 16 pela frente e foram vítimas de fortíssimo fogo das unidades portuguesas e foram forçados a recuar sofrendo 800 baixas, incluindo um general. Outra coluna da divisão de Marchand, sofreu igualmente 300 baixas.
Às 08:00 da manhã, os franceses tinham falhado em toda a linha. O Marechal Ney, dá ordem geral de retirada, já que os dois corpos de exército, o II e o VI ambos falharam na sua tentativa.
Massena, recebe os relatórios das operações e apercebe-se rapidamente do que se passa, especialmente das pesadas baixas que o seu exército sofreu.
Sabe que conta ainda com 20,000 homens do VIII corpo que pode utilizar, mas suspeita que as forças luso-britânicas também dispõesm ainda de numerosas tropas frescas, o que aliás era verdade.
O marechal francês soma as baixas e chega a um total de aproximadamente 5.000(os valores variam entre 4500 e 5600), dos quais 500 mortos. Alguns oficiais franceses ficam estarrecidos. O general Marbot escreverá mais tarde que se tratou de um dos mais terríveis revezes alguma vez infligidos a um exército francês.
Wellington por seu lado, ainda tinha 33,000 homens de reserva para entrar em combate se necessário. As baixas aliadas foram de 1,252, com 200 mortos.
As forças aliadas aguardaram um contra-ataque francês, mas durante o resto do dia ele não aconteceu. Na manhã do dia seguinte, 28 de Setembro, os franceses optam por circundar as tropas aliadas.
Massena não pode voltar para trás para Almeida, porque isso seria inaceitável para Napoleão e uma confissão de derrota perante toda a Europa. Não pode voltar a atacar a linha de alturas do Buçaco, porque a posição está demasiado bem defendida.
Resta-lhe apenas circundar o Buçaco. Voltar para trás em direcção a Mortágua, inflectindo para noroeste e depois para sul, Isto força Wellington a retirar das posições que ocupava. Durante o dia 28 os franceses mantiveram batedores para manter as tropas aliadas distraídas e marcharam para Mortágua, para posteriormente inflectir para sul em direcção a Lisboa, que era de resto o objectivo final da campanha.
Wellington dá então ordem ao seu exército para recuar para Coimbra e daí para Lisboa.
Muita gente não entende as razões de Wellington, pois afinal o exército francês tinha sofrido uma pesada derrota.
No entanto Wellington tinha outros planos para receber os franceses em Lisboa. Isso explica o grande optimismo que todos os que rodeavam o general inglês notavam.
A vitória táctica dos luso-britânicos no Buçaco não tinha alterado os planos iniciais do exército aliado, que incluíam continuar a recuar até Lisboa, para tornar ainda mais difícil o abastecimento das forças francesas.

Serra do Buçaco, muralha natural

A serra do Buçaco, é um conjunto de elevações , ou uma cordilheira que atinge em alguns pontos mais de 500m de altura. Começa em Penacova nas margens do rio Mondego e tem uma orientação de sudeste para noroeste, em direcção à vila de Luso.
Na maior parte dos casos, a linha de alturas apresenta-se como uma muralha com uma altura de 100 a a 150m relativamente ao sopé da colina.
A defesa de posições elevadas é normalmente mais simples. As tropas francesas foram sempre derrotadas durante a subida e embora não se trate de escalar uma montanha, falamos de militares carregados que tiveram que avançar entre 500m e 1km e ao mesmo tempo vencer um declive superior a 100m.
Depois de uma subida difícil, foi necessário enfrentar as tropas luso-britânicas, em posições elevadas e que ficaram à espera da chegada dos franceses sem se cansar.
Wellington, terá percebido que a vitória sobre os franceses e a grande desproporção no número de baixas, também se devera à escolha do terreno.
É igualmente importante notar, que o comportamento das unidades portuguesas em batalha foi exemplar e idêntico ao comportamento das forças britânicas.
Será Massena a reconhecer que uma das coisas que mais o surpreendeu, foi o facto de as tropas portuguesas que enfrentou, e que afinal eram constituídas por recrutas, terem sido das mais eficientes com que se deparou nas batalhas que travou em toda a Europa.