quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PORTUGAL SEM DINHEIRO PARA CUMPRIR COMPROMISSOS COM BRUXELAS


Era só maravilhas e agora vê-se que o Estado está na bancarrota,este governo ainda nem se sentou e já nos estão a entalar,os outros dizem que não validam nada ao governo PS e temos de ser nós a dar-lhe a mão quando o país está de novo nas mãos dos mercados e à mercê dos seus ditames.
Só espero e se os mercados se preparam para mandar,exijamos ao governo PS uma auditoria rigorosa à divida e a elaboração dum orçamento de base 0 para 2016.Talvez assim os mercados acalmem.




Cofres públicos ficaram praticamente sem margem para cumprir compromissos com Bruxelas. Otimismo da coligação PSD/CDS-PP foi ‘arrasado’ pelos números da DGO.
Ainda existe uma réstia de esperança, mas o cumprimento da meta de um défice de 2,7% em 2015 é quase impossível para o Estado português. Os números da execução orçamental divulgados ontem pela Direção Geral do Orçamento mostram que o balanço entre receitas e despesas públicas chegava no final de outubro aos 4.818 milhões de euros, um valor que praticamente elimina a margem de manobra para manter os compromissos.
No início de setembro, as perdas totais dos cofres públicos chegavam a apenas 3.156,5 milhões de euros, o que significa que só em outubro, o défice aumentou cerca de 1.700 milhões de euros.
Para cumprir os objetivos assumidos perante Bruxelas, o Estado apenas pode acumular mais 275 milhões de euros de perdas financeiras em novembro e dezembro, uma possibilidade remota tendo em conta que 95% do défice previsto já foi utilizado.
Como comparação, em outubro do ano passado o Estado só tinha utilizado 84% das perdas totais permitidas após dez meses, tendo registado um saldo negativo de 1.100 milhões de euros em novembro e dezembro.
Ainda assim, o Diário Económico garante que o cumprimento do objetivo secundário do Governo de sair do Procedimento de Défices Excessivos ainda não está fora de hipótese. Para tal, o Estado precisaria de acumular menos de 640 milhões de euros de perdas em novembro e dezembro, o que deixaria o défice abaixo dos 3% do PIB.

http://www.lusopt.com/portugal/2779-ultima-portugal-sem-dinheiro-para-cumprir-compromissos-com-bruxelas