quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A 4 de Fevereiro de 1881 - Nasceu Fernand Léger



Jules-Fernand-Henri Léger, mais conhecido por Fernand Léger, nasceu em Argentan, Orne/França a 4 de fevereiro de 1881 e morreu em Gif-sur-Yvette/França a 17 de agosto de 1955, foi um pintor francês que se distinguiu como pintor e desenhador cubista, autor de muitas litografias e era membro do Partido Comunista Francês.
Nascido na Baixa-Normandia, iniciou a sua formação artística aos catorze anos, sendo aprendiz de um arquitecto em Caen.
Em 1900 rumou para Paris, onde ingressou na Escola de Artes Decorativas, após uma tentativa frustrada de ingressar na Escola das Belas-Artes.
Em 1908, e na mesma cidade, instalou-se num edifício conhecido como "Ruche" (colmeia, em português), onde conviveu com outros artistas como Jacques Lipchitz, Robert Delaunay e até Marc Chagall, tendo-se tornado um dos melhores amigos deste último.
Entre 1909 e 1910, realizou a sua primeira grande obra “Nus no bosque”, uma pintura onde são notáveis as aspirações impressionistas.
A partir do de 1911, conheceu Pablo Picasso e Georges Braque, os quais lhe transmitiram influências cubistas, nas quais se aplicou e trabalhou durante a maior parte da sua carreira artística.
Em 1914, com o início da Primeira Grande Guerra, Léger foi recrutado para as trincheiras. Após esta etapa da sua vida, a sua pintura passou a representar a sua admiração pelos objectos mecânicos, tendo especial interesse pelos tanques de guerra.
A partir de 1920, predomina na sua obra a figura humana enquadrada por elementos industriais.
Ainda na segunda década do século, numa nova fase da sua vida, produz e dirige o filme O ballet mecânico.
Devido à Segunda Grande Guerra, exilou-se nos Estados Unidos, onde foi professor na Universidade de Yale e no Mills College, tendo voltado para França em 1945.
De volta à sua terra natal, concebeu os vitrais da Igreja do Sacré-Coeur de Audincourt e um painel para o Palácio das Nações Unidas de Nova Iorque.
Em 1945 filiou-se no Partido Comunista Francês e a sua obra passou a focar o trabalhador e o proletariado.
Pintou em 1954 o seu mais conhecido quadro: “A grande parada”.
Em 1955, ano do seu falecimento, foi homenageado com o prémio da Bienal de São Paulo.
O trabalho de Léger exerceu uma influência importante na pintura soviética. Nos seus últimos trabalhos, há uma separação entre a cor e o desenho, de tal maneira que as suas figuras mantêm os seus formulários são definidos por linhas pretas.