segunda-feira, 3 de abril de 2017

'Toma Conta de Mim' (Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)



'Toma Conta de Mim'
(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)


A tempestade há-de passar,
Ninguém se esconde
E há quem queira voltar,
Venham sereias,
Venham lobos-do-mar,
A tempestade há-de passar.
Pela manhã
As portas têm que se abrir,
Ninguém se esquece
Não há quem queira fugir,
Voltam cansados
Mas a pé hão-de vir,
Pela manhã
As portas têm que se abrir.

E há-de haver quem nos queira salvar,
Somos destino,
Donos deste lugar,
Não é o fim!

E uns gritam,
E outros dizem:
'Toma conta de mim,
Estamos longe do fim,
Estamos longe do fundo,
Só quero um segundo,
Toma conta de mim!'

Por este lado,
Ainda há p'ra beber,
Há quem espere
A vida inteira a correr,
Venham os loucos
E poucos se hão-de vender,
Por este lado
Ainda há p'ra beber.
Trazem histórias
De um sítio melhor,
Carregam feridos
Que se hão-de compôr,
Voltam inteiros
E por vezes maior,
Trazem histórias
De um sítio melhor.

E há- de haver quem nos queira salvar,
Somos destino,
Donos deste lugar,
Não é o fim!

E uns gritam,
E outros dizem:
'Toma conta de mim,
Estamos longe do fim,
Estamos longe do fundo,
Só quero um segundo,
Toma conta de mim!'

Venha quem queira ficar,
E há ainda tanto p' ra dar,
Ninguém rouba este chão,
E há lugar p'ra mais,
Para os que vêem de longe,
E ficam de pé,
Ninguém desiste,
Que agora é que é!

E uns gritam,
E outros dizem:
'Toma conta de mim,
Estamos longe do fim,
Estamos longe do fundo,
Só quero um segundo,
Toma conta de mim!'

Toma conta de mim
Toma conta de mim
Que eu tomo conta de ti