domingo, 11 de outubro de 2015

A 11 de Outubro de 1963 - Morre o escritor e cineasta francês Jean Cocteau, autor de "A Lâmpada de Aladino" e realizador de "A Bela e o Monstro".



Jean Maurice Eugène Cocteau foi um artista multitalentoso e multifacetado que alcançou êxito em todas as áreas em que actuou. Foi, especialmente, poeta mas também dramaturgo, director de teatro, pintor, actor, escultor e cineasta.
Além dessas actividades, Cocteau enveredou também pela música e escreveu libretos para obras de Stravinski, Darius Milhaud, Eric Satie, além de cenários para balett e teatro.
Nascido numa família da alta burguesia francesa a 5 de Julho de 1889, era filho de Georges Cocteau, advogado e pintor amador, fez os seus primeiros estudos no Liceu Condorcet em Paris. Aos nove anos de idade ficou órfão de pai, que se suicidou.
Aos quinze anos saiu de casa, e aos 16 anos, começou a publicar poesias, actividade que exercia desde criança e que não abandonaria durante a vida toda.
Durante a Primeira Guerra Mundial serviu na Cruz Vermelha como motorista de ambulância.
Tornou-se amigo de Pablo Picasso, Modigliani e Apollinaire e aproximou-se do grupo surrealista, vindo a ser um expoente activo desse grupo. Mas suas relações de amizade e colaborações incluíam artistas de todas as áreas, como Eric Satie, Jean Anouilh, Jean Marais, Henri Bernstein e Édith Piaf.
Em 1919, publicou o seu primeiro livro, O Potomac, seguidos de Le Grand Écart (1923), Orfeu (1927), Os Filhos Terríveis (1929), A Voz Humana (1930),A Máquina Infernal (1934), Os Pais Terríveis (1938) e Baco (1951), entre romances, peças de teatro e poesia.
Em 1930 escreveu e realizou O Sangue de um Poeta (Le Sang d'un Poete) que revelou um talentoso cineasta, obra que se tornaria representante máxima da corrente poética e surrealista no cinema e que reflete, de forma enigmática e metafórica, sobre o mundo interior de um poeta, seus medos, obsessões, a preocupação com a morte e as dificuldades da criação artística.
A contribuição de Cocteau no cinema, que começou em 1925, inclui ainda Jean Cocteau fait du cinema (1925), La Belle et la Bête, (1946), L'Aigle à Deux Têtes, (1948), Les Parents Terribles, (1948), Les Enfants Terribles, (1950, não creditado), Coriolan (1950), Orphée (1950), La Villa Santo-Sospir, (1952), 8 x 8: A Chess Sonata in 8 Movements (1957) e Le Testament d'Orphée, ou ne me demandez pas pourquoi! (1960).
Em 1955 tornou-se membro da Academia Francesa. Faleceu em 1963, aos 74 anos, de problemas cardíacos.