domingo, 18 de outubro de 2015

A memória da internet é fodida! 2

jornal i 05-2011

Em 2011, o Diário Económico relata que o antigo ministro diz que o Governo não passa de Outubro e que o fim da era Sócrates pode estar marcado para a votação do PEC de Abril.
Bagão Félix acha que o executivo de José Sócrates não passa de Outubro. No máximo, irá até à discussão do Orçamento do Estado para 2012.
Em entrevista ao jornal “i”, o antigo ministro das Finanças e do Trabalho e Segurança Social de governos PSD e PSD/CDS diz que o Fundo de Estabilização Europeu e o FMI podem entrar em Portugal já este mês, depois do Conselho Europeu.
Acredita em eleições a curto prazo: “No actual quadro parlamentar é difícil outra solução. O país precisa de novas caras e sobretudo de um novo primeiro-ministro, que é uma das causas do problema. Sócrates é negacionista, vive na ilusão e julga que a política de ‘marketing’ e a propaganda resolvem os problemas de fundo”.
“Não me repugnava que, num governo deste tipo, o PCP tivesse uma pasta social ou do trabalho”
Para Bagão Félix “há uma solução que é um governo PSD, CDS, PCP. Uma ideia ‘provocative’. Não estou a dizer que pode vir a acontecer, mas nós precisamos de abanar a cabeça senão morremos atrofiados. É quase impossível chegar a acordo com o PCP, mas, se alguma vez se chegar a acordo, este será cumprido. O PCP é muito respeitador, institucionalista. Não é a fantasia do Bloco de Esquerda”.
“Não me repugnava que, num governo deste tipo, o PCP tivesse uma pasta social ou do trabalho. Jerónimo de Sousa é um homem sincero, um homem autêntico, um político sério. A certa altura sinto-me asfixiado pelas soluções equacionáveis. Precisamos de abrir o horizonte teórico das soluções”.
“Sendo absolutamente não comunista, respeito o actual PCP e não o ponho no gueto. O BE, pelo contrário, é uma espécie de lógica aparentemente moral de quem depois nunca quer assumir responsabilidades”, sublinha o antigo ministro.



Na SICn, Bagão Félix diz que a discussão em torno de uma maioria aritmética da Esquerda serve apenas para António Costa passar de perdedor para ganhador. Para o antigo ministro das Finanças, um acordo entre PS, PCP e Bloco de Esquerda seria como uma OPA sobre a vontade dos eleitores que votaram no Partido Socialista.