sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A 5 de Fevereiro de 1965 -Nasceu Gheorghe Hagi



Gheorghe Hagi nasceu em Săcele/Roménia a 5 de fevereiro de 1965, é um ex-futebolista internacional romeno, o mais conhecido do seu país.
A sua grande habilidade em dribles com o pé esquerdo e o seu espírito de liderança deram origem à alcunha de "Maradona dos Cárpatos", em referência ao grande Maradona e à região de onde era, a Roménia.
Hagi desde cedo demonstrava talento com a bola, sendo levado com quinze anos ao Luceafărul Bucareste, escola para jovens de talento excepcional.
Entretanto, as precárias condições do lugar fizeram com que voltasse às divisões de formação do Farul Constanţa, onde começara.
Estreou-se na equipa principal em 1982 e, um ano depois, já estava num clube da capital, o Sportul Studenţesc.
No Sportul, a sua liderança e a facilidade de rematar com força e/ou precisão levaram-no rapidamente à Seleção Romena.
Com isso, passou a ser assediado pelos dois principais clubes da capital e do país, o Steaua Bucareste e o Dínamo Bucareste, principalmente após ter levado o Sportul a um vice-campeonato romeno na temporada 1985/86, em que foi o melhor marcador - já o havia sido também na época anterior.
No fim daquela temporada, o Steaua surpreendentemente levara pela primeira vez para a Roménia e o Leste Europeu o título na Taça dos Campeões da UEFA.
Ainda assim, Hagi iniciou a época de 1986/87 ainda no Sportul, sendo transferindo finalmente para o Steaua no decorrer dessa época.
Hagi chegou ao Steaua já após o Mundial Interclubes (perdido para o River Plate), no início de 1987, a tempo de disputar em fevereiro a Supertaça Europeia válida do ano anterior.
Na ocasião, a Supertaça foi decidida contra o Dínamo Kiev e Hagi mostrou logo ao que veio, marcando o único golo do jogo.
No seu primeiro ano na equipa do exército, foi campeão romeno invicto, o que se repetiu nas duas épocas seguintes.
Hagi poderia ter saído do Steaua já após a segunda temporada, em 1988, quando recebeu oferta da Juventus, ansiosa por um substituto do recém-retirado, o ídolo Michel Platini. Acabou por não se concretizar.
Além do terceiro título invicto, seguido, no campeonato e também de uma Taça da Roménia, a temporada 1988/89 viu o Steaua voltar à final da Taça dos Campeões da UEFA, desta vez com Hagi consigo.
Para completar, a final seria novamente na Espanha, onde a equipa fora campeã em 1986 - e agora em Barcelona.
O Milan de Ruud Gullit e Marco van Basten, que fizeram dois golos cada na vitória italiana por 4-0.
Talvez acusando o golpe, a temporada 1989/90 foi a primeira e única no Steaua em que Hagi acabou por não ganhar a Taça nacional.
Hagi, a seguir, disputou o seu primeiro Mundial em 1990.
Não foi muito bem, mas ainda assim atraiu os olhares do Real Madrid.
Ficaria dois anos no Real Madrid, sem conseguir uma boa sequência de jogos. O clube merengue havia conquistado cinco títulos seguidos na Liga de Espanha, acabou por perder o sexto na última jornada. O título acabou para o arquirrival Barcelona. Nos brancos, o seu único título foi uma Supertaça de Espanha em 1990.
Em 1992, após o Real ficar em terceiro lugar, atrás dos rivais Barcelona (novamente campeão) e Atlético de Madrid, Hagi saiu para a modesta equipa do Brescia, então na Serie B italiana, onde estavam os seus compatriotas Florin Răducioiu e Mircea Lucescu (técnico). Com eles, o clube conseguiu o acesso à Serie A, mas voltou a descer logo na época seguinte, a de 1993/94.
Após um estupendo Mundial de 1994, regressou a Espanha, justamente para o Barcelona.
Entretano, não conseguiu sucesso e títulos no Barcelona, não se encaixando no que o técnico Johan Cruijff queria dele: maior marcação defensiva.
Nos dois anos em que passou no Barça, ganhou apenas a Supertaça da Espanha no ano em que chegou - deixando o Barcelona em 1996 para jogar no então obscuro futebol turco, contratado pelo Galatasaray.
Ali, voltou a saborear as conquistas em série que tivera no Steaua e que lhe faltaram na Espanha: foram quatro campeonatos turcos seguidos entre 1997 e 2000, além do título mais importante de um clube do país: a Taça da UEFA em 2000, vencida nos pénaltis sobre o favorito Arsenal.
Jogando ao lado do colega de Seleção Gheorghe Popescu, dos brasileiros Capone, Jardel e Taffarel e de parte da base da Seleção Turca que naquela temporada conquistara vaga para a Europeu 2000 - Bülent Korkmaz, Ergün Penbe, Ümit Davala, Okan Buruk, Arif Erdem e Hakan Şükür, meses depois conquistou o seu último troféu como jogador, a Supertaça Europeia.
Novamente contra um favorito, nada menos que o Real Madrid.
Ainda no Sportul Studenţesc, estreou-se em 1983, ainda com 18 anos, pela Seleção Romena principal.
No ano seguinte, figurou com o país no Europeu de 1984, o primeiro torneio em que a Roménia se classificou desde o Mundial de 1970. Apesar do sucesso no futebol romeno na década de 1980, outra classificação só veio no Mundial de 1990. A Roménia acabou melancolicamente eliminada ainda nos oitavos-de-final, contra uma estreante Irlanda.
Quatro anos depois, Hagi teria atuações importantes no Mundial de 1994. Contra a favorita Colômbia, marcou um golo desferindo um remate a cinquenta metros de distância da baliza de Óscar Córdoba. Contra os EUA, demonstrou toda a sua liderança no elenco: marcava as faltas, os cantos e os pénaltis, sempre seguido pelos colegas.
Nos oitavos-de-final, eliminaram a Argentina por 3-2. Nos quartos-de-final foram eliminados pela Suécia nos pénaltis.
Após um péssimo Europeu de 1996, em que a Roménia perdeu os seus três jogos da primeira fase, Hagi conduziu a selecção a novo Mundial.
No Mundial de 1998, a selecção classificou-se em primeiro no grupo que continha a Inglaterra. Mas a promessa de uma campanha mais longa terminou logo nos oitavos-de-final, com derrota por 0-1 com a Croácia.
Aos 35 anos, embalado com o título na Taça da UEFA com o Galatasaray, despediu-se da Seleção após o Europeu 2000, onde novamente inspirou vitória sobre os ingleses e fez a Romênia passar pela primeira vez - e, até hoje, única - da primeira fase nas Europeus.
Nos quartos-de-final, a Roménia foi eliminada pela Itália.
Hagi estreou-se na nova função de treinador já em 2001, logo na Seleção da Roménia. Entretanto, não teve êxito na tentativa de classificar a selecção do seu país para o Mundial de 2002, sendo eliminado na repescagem pela Eslovénia. Foi substituído.
Voltou à Turquia em 2003, para treinar o Bursaspor e, no ano seguinte, regressava ao Galatasaray. Na sua ex-equipa, levantou o seu único troféu como técnico, uma Taça da Turquia.
Em 2007, foi a vez de comandar outro antigo clube: foi chamado pelo Steaua de Bucareste, que havia conseguido classificar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA e fazia grandes investimentos para voltar a lutar por títulos continentais.
Hagi, porém, pediu demissão após aproximadamente três meses, aborrecido com as seguidas interferências do presidente do Steaua.
Em 2010, Hagi voltou ao comando técnico do Galatasaray.