Previsão do Tempo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A 4 de Fevereiro de 1945 - Começa a Conferência de Ialta

A 4 de Fevereiro de 1959 - Nasceu Zeca Pagodinho



Zeca Pagodinho, de seu verdadeiro nome Jessé Gomes da Silva Filho, cantor, compositor e intérprete brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 4 de Fevereiro de 1959.
Começou a sua carreira nas rodas de samba dos bairros de Irajá e Del Castilho, nos subúrbio do Rio de Janeiro, e tornou-se tão popular que os seus shows já eram contratados por cachets importantes e realizados nas mais badaladas casas de espectáculo. Sempre fiel às suas características de irreverência e jocosidade, Zeca recebeu também o reconhecimento da crítica e de artistas e compositores consagrados.
Morou em vários bairros do Rio, mas sempre demonstrou grande apreço por Xerém (distrito de duque de Caxias), no qual possui uma escola de música para crianças carentes da região.
A sua primeira gravação foi lançada em 1983, com o samba “Camarão que dorme a onda leva”, de sua autoria em parceria com Arlindo Cruz. Em 2003, no auge da sua carreira, foi o primeiro artista de samba a gravar um especial de TV, CD e DVD na MTV Brasil (tradicional reduto do pop rock). O “Acústico MTV”, gravado no Rio, foi um dos seus discos mais vendidos, sendo feita mesmo uma segunda edição em 2006.
O segundo acústico, baptizado “Acústico MTV Zeca Pagodinho 2 – Gafieira”, foi uma homenagem ao samba de gafieira.
Em 2007, o cantor criou a editora ZecaPagodiscos, associado com o produtor musical Max Pierre, ex-director artístico da Universal Music no Brasil. O primeiro trabalho da parceria, lançado em conjunto com a editoraMúsica Fabril, foi o CD e DVD “Cidade do Samba”, que reuniu vários artistas brasileiros de diferentes estilos musicais, como Martinho da Vila, Ivete Sangalo, Erasmo Carlos e Gilberto Gil, entre outros.
Actualmente, Zeca Pagodinho reside na Barra da Tijuca, a oeste do Rio, com a esposa e os seus quatro filhos.
Venceu o Troféu Imprensa de Melhor Cantor em 2003, 2004 e 2005. Recebeu também o prémio Video Music Brasil 2009 de Melhor Samba. No mesmo ano, foi galardoado ainda com o Prémio da Música Brasileira(Melhor Cantor, Melhor Disco e Melhor Canção).


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A 3 de Fevereiro de 1959 - Morreu Charles Hardin Holley, mais conhecido por Buddy Holly



Charles Hardin Holley, mais conhecido como Buddy Holly morreu em Clear Lake, Iowa/EUA a 3 de Fevereiro de 1959, com 22 anos, foi um influente guitarrista, cantor e compositor norte-americano e pioneiro do rock and roll.
Embora o seu sucesso tenha durado apenas um ano e meio antes da sua morte, num acidente aéreo em 1959, conhecido como “O Dia em que a Música Morreu” (The Day the Music Died), em que morreram também os cantores Ritchie Valens e J.P. Richardson.
Holly é descrito pelos críticos como "a força criativa mais influente dos primórdios do rock".

A 3 de Fevereiro de 1969 - É assassinado Eduardo Chivambo Mondlane



Eduardo Chivambo Mondlane - Moçambique
(Manjacaze, Gaza, 20 de Junho de 1920 — Dar es Salaam, 3 de Fevereiro de 1969) foi um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a organização que lutou pela independência de Moçambique do domínio colonial português. O dia da sua morte, assassinado por uma encomenda-bomba, é celebrado em Moçambique como o Dia dos Heróis Moçambicanos.
António Vaz, responsável da Delegação, confirma que a PIDE/DGS «possuía uma muito razoável rede de informadores no seio da FRELIMO...»}. Novos exemplos o demonstram. Em 1969, numa informação classificada de «totalmente segura» faz-se um inventário das armas existentes no armazém da FRELIMO, em Mitomani. Em 1974, um informador dá conta da chegada a Dar-es-Salam de «armas mais potentes que o foguetão de 122 mm». A polícia desconfia que seja o míssil Strella, o que será confirmado. Ainda um último exemplo: as circunstâncias que conduziram ao assassínio de Eduardo Mondlane.
Sabe-se hoje quem fabricou e enviou a bomba que vitimaria o presidente da FRELIMO. Terá sido Casimiro Monteiro, segundo acusação de Rosa Casaco, secundado por Oscar Cardoso. Mas ficamos sem saber quem informou a PIDE de que Mondlane encomendara uma «tradução francesa das Obras Escolhidas do célebre marxista russo George V. Plekhanov» e onde a encomendara. Sabe-se, apenas, que dificilmente se encontraria aquele autor e aquela versão linguística numa livraria portuguesa.
O inspector-adjunto da PIDE-DGS, Oscar Cardoso, tão parco noutro tipo de informações, tem neste caso o cuidado de afirmar que Casimiro Monteiro «teve a colaboração do chefe de segurança do Mondlane, o Joaquim Chissano, actual Presidente da República de Moçambique». Tratar-se-á de uma provocação. Contudo, persiste a interrogação:
- Quem, dentre os elementos próximos do presidente e da direcção da FRELIMO, informou a PIDE?
O mais provável é que tenha sido Silvério Nungu, que adiante identificaremos. Nungu foi preso quando tentava fugir para Moçambique e teria morrido em resultado de uma greve da fome.


O capitalismo engolirá a democracia


O capitalismo engolirá a democracia 


Já pensaram porque é que os políticos já não são o que costumavam ser? Porque é que os governos parecem incapazes de resolver os problemas reais? O economista Yanis Varoufakis, antigo ministro das Finanças da Grécia, diz que é porque hoje podemos ser politicos mas não temos poder — porque o poder real pertence hoje aos que controlam a economia. Acha que os ultrarricos e as grandes empresas estão a canibalizar esfera política, provocando uma crise financeira. Nesta palestra, oiçam o seu sonho para um mundo em que o capital e o trabalho já não lutam um contra o outro, "um mundo que é simultaneamente libertário, marxista e keynesiano".

Ela e ele!...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Desejo é desejo!...

La Caserta ou a Versalhes Italiana

Não hesite!... Escolha!

A imagem diz tudo!...

Bom dia!...











Málaga - Desfiladeros de los Gaitanes

A 2 de Fevereiro de 1977 - Nasceu Shakira Isabel Mebarak Ripoll



Shakira Isabel Mebarak Ripoll nasceu em Barranquilla/Colômbia a 2 de fevereiro de 1977, mais conhecida simplesmente como Shakira, é uma cantora, compositora e instrumentista colombiana, além de actuar regularmente como dançarina, coreógrafa, arranjadora, produtora, designer de moda, empresária, atriz, apresentadora de televisão e modelo.
Vencedora de 2 prémios Grammy, 10 Latin Grammy, 4 VMA, 1 EMA, 2 AMA, 3 BMA, 22 Latin Billboard Awards, 3 WMA e 4 NRJ Music Awards, Shakira já vendeu mais de 60 milhões de álbuns em todo o mundo, sendo uma das maiores vendedoras de discos nos anos 2000.
Essa ampla rede de ritmos é identificável em canções como "Ciega, Sordomuda" (em que há nítidas influências mexicanas), "Ojos Así" e "Suerte" (dotadas de sons andinos e orientais), "Te Aviso, Te Anuncio" (em que o rock se mistura ao tango), "Obtener Un Sí" (no estilo bossa nova), "La Tortura" (com o reggaeton), "She Wolf" (estilo dance anos 1980 com música eletrônica).
Shakira tem 9 músicas em nº 1 na Billboard Hot Latin Songs.
Para além do espanhol que é a sua língua materna, Shakira é fluente em inglês e português, além de falar um pouco de italiano, francês, catalão e árabe e já ter pronunciado no programa The Voice, algumas palavras em grego e cantado na música "Waka Waka (This Time for Africa)" alguns versos em pidgin, língua criada com base na língua fang, falada principalmente no sul de Camarões e na África Central.
No total, Shakira, já vendeu pouco mais de 60 milhões de álbuns e 50 milhões de singles, mundialmente.
O seu primeiro filho e do jogador do Barcelona e da Seleção Espanhola Gerard Piqué, Milan Piqué Mebarak, nasceu na Espanha, em 22 de janeiro de 2013.
O seu segundo filho com Gerard Piqué, Sasha, nasceu a 29 de janeiro de 2015.
Além disso, Shakira é o nome da marca de perfumes da artista, em colaboração com a companhia de moda e perfumes espanhola Puig.
Em 2014,Shakira lançou o suposto single que havia sido "cancelado" no Mundial de Futebol, lançou o seu décimo álbum de estúdio Shakira e no mesmo ano se tornou-se a artista com maior popularidade no Facebook, já que a sua página tem mais de 100 milhões de gostos.
Principais albuns: 1991 Magia (promocional), 1993 Peligro (promocional),1996 Pies descalzos, 1998 ¿Dónde están los ladrones?, 2001 Laundry Service, 2005 Fijación oral vol. 1, Oral Fixation Vol. 2, 2009 She Wolf, 2010 Sale el Sol e 2014 Shakira.


A 2 de Fevereiro de 1938 - Nasceu Ângelo César Cardoso de Sousa



Ângelo César Cardoso de Sousa nasceu em Maputo (então Lourenço Marques)/Moçambique a 2 de fevereiro de 1938 e morreu no Porto a 29 de março de 2011,foi um escultor, pintor, professor e desenhador português.
Autor de uma obra complexa, multifacetada, Ângelo de Sousa destaca-se como um dos artistas marcantes da segunda metade do século XX português.
Ângelo de Sousa foi um figura marcante no panorama das artes com uma «eclética e multifacetada intervenção artística».
Foi um aluno brilhante da Escola Superior de Belas Artes da Universidade do Porto e a sua obra de pintor, escultor, desenhador e pedagogo «corre mundo», tendo a sua primeira exposição sido realizada em parceria com Almada Negreiros, era ainda estudante de Belas Artes.
Ao longo das últimas décadas a sua obra foi alvo de importantes mostras individuais em alguns dos mais conceituados espaços expositivos portugueses, nomeadamente no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, no Museu de Arte Contemporânea (Fundação de Serralves) e no Centro Cultural de Belém.
Ângelo de Sousa fixou-se no Porto em 1955, cidade que escolheu para viver e trabalhar.
Matriculou-se na Escola de Belas-Artes, licenciando-se em Pintura com a nota máxima de 20 valores (viria por isso a integrar o grupo denominado Os Quatro Vintes, juntamente com Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues).
Foi professor na Escola Superior de Belas-Artes (atual Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto) entre 1962 e 2000, ano em que se reformou como professor catedrático.
Em 1964 foi um dos fundadores da Cooperativa Árvore e que integrou, com Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues o famoso grupo dos «Quatro Vintes», (todos jovens artistas de Belas Artes do Porto licenciados com a classificação máxima).
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do British Council na Saint Martin's School of Art e na Slade School of Fine Art, Londres (1967, 1968).
Após uma primeira exposição individual em 1959 (Galeria Divulgação, Porto), a sua obra tem sido apresentada em inúmeras mostras individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro.
Entre as suas exposições individuais podem destacar-se: Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1975); Centro de Arte Contemporânea, Museu Soares dos Reis, Porto (1976); Galeria Módulo, Porto (1979); Centro Cultural de Belém (1994); Museu de Arte Contemporânea de Serralves (1993, 2001); Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (2003, 2006); Galeria EMI - Valentim de Carvalho, Lisboa (1985, 1986, 1990, 1991); Galeria Quadrado Azul Porto (1992, 1995, 1997, 2000, 2001, 2003, 2006, 2007, 2008, 2009); etc.3
Alguns dos seus desenhos ilustram livros de Eugénio de Andrade, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio, Fiama Hasse Pais Brandão, entre muitos outros.
Foi galardoado com diversos prémios, entre os quais: Prémio Internacional na 13.ª Bienal de S. Paulo, 1975; Prémio EDP, Pintura, 2000; Prémio Gulbenkian, categoria Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, 2007; etc.
Morreu em casa, após doença prolongada, em 29 de março de 2011.


A 2 de Fevereiro de 1959 - Nasceu Lenine



Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, conhecido apenas como Lenine nasceu no Recife/Brasil a 2 de fevereiro de 1959, é um cantor, compositor, arranjador, escritor, letrista e músico brasileiro.
É acadêmico correspondente da Academia Pernambucana de Letras.
Lenine é filho de um velho comunista e de uma católica praticante. Até os 8 anos, os filhos eram obrigados a ir à missa com a mãe. Depois disso, ficavam por conta do pai: Marx era leitura obrigatória.
Aos domingos, ouvia-se música de todo tipo - canções napolitanas, música alemã, música folclórica russa, Glenn Miller, Tchaikovsky, Chopin, Gil Evans, e mais tarde, Hermeto Pascoal e os tropicalistas.
Foi para o Rio de Janeiro no final dos anos 1970, pois naquela época havia pouco espaço ou recursos para música no Recife.
Morou com alguns amigos, compositores. Dividiram por algum tempo um apartamento na Urca, depois uma casinha numa vila em Botafogo, famosa por ter sido moradia de Macalé e Sônia Braga. Depois foram para Santa Teresa.
Lenine teve seu som gravado por Elba Ramalho, sendo ela a primeira cantora de sucesso nacional a gravar uma música sua.
Depois vieram Fernanda Abreu, O Rappa, Milton Nascimento, Maria Rita, Maria Bethânia e muitos outros.
Produziu "Segundo", de Maria Rita; "De uns tempos pra cá", de Chico César; "Lonji", de Tcheka (cantor e compositor do Cabo Verde); e "Ponto Enredo", de Pedro Luís e a Parede.
Trabalhou em televisão com os diretores Guel Arraes e Jorge Furtado. Para eles, fez a direção musical de "Caramuru, a Invenção do Brasil" que depois de mini-série, se transformou numa longa-metragem.
Participou também da direção do musical "Cambaio", musical de João Falcão e Adriana Falcão, baseado em canções de Chico Buarque e Edu Lobo.
Lenine ganhou dois prémios Grammy Latino: um pelo “Melhor Álbum Pop Contemporâneo” com seu álbum "Falange Canibal" e outro em 2009 na categoria melhor canção brasileira com a música "Martelo Bigorna".




Paciência

Lenine

Composição : Lenine e Dudu Falcão 

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida é tão rara...

A vida é tão rara...

A 2 de Fevereiro de 1943 - Vitória do exército soviético sobre o exército alemão

A BATALHA DE STALINGRADO


A 2 de Fevereiro de 1943, após 200 dias de intensos combates, que envolveram dois milhões de efectivos militares, as tropas comandadas pelo marechal alemão Friedrich von Paulus capitularam.
Dois exércitos alemães, dois romenos e um italiano depuseram as armas ante o Exército Vermelho.
Era a primeira rendição alemã desde o início da invasão nazi da União Soviética e marcaria uma viragem no curso da guerra, que levou à derrota total dos exércitos nazis e à libertação da URSS e dos povos de toda a Europa sob o jugo do III Reich.
Em Stalingrado foi obtida não só uma grande vitória militar, mas também uma enorme vitória moral, uma vitória do patriotismo, do amor à Pátria, do Socialismo, contra a agressão nazi-fascista, maléfica e odiosa.
Em 1943, ano do III Congresso do PCP, as forças revolucionárias e progressistas de todo o mundo, os comunistas portugueses, todos os antifascistas do nosso país saudaram com todo o entusiasmo, com toda a confiança, a histórica vitória do exército soviético na batalha de Stalingrado, que marcou a viragem na Segunda Guerra Mundial.

A 2 de Fevereiro de 1939 - Nasceu João César Monteiro Santos



João César Monteiro Santos nasceu na Figueira da Foz a 2 de Fevereiro de 1939 e morreu em Lisboa a 3 de Fevereiro de 2003, vítima de uma doença prolongada, foi um importante cineasta português.
Integrou o grupo de jovens realizadores que se lançaram no movimento do Novo Cinema.
Irreverente e imprevisível, fez-se notar como crítico mordaz de cinema nos anos sessenta.
Prossegue a tradição iniciada por Manoel de Oliveira (Acto da Primavera) ao introduzir no cinema português de ficção o conceito de antropologia visual — Veredas e Silvestre —, tradição amplamente explorada no documentário por outros cineastas portugueses como António Campos, António Reis, Ricardo Costa, Noémia Delgado ou, mais tarde e noutro registo, Pedro Costa.
Segue um percurso original que lhe facilita o reconhecimento internacional. Várias das suas obras são representadas e premiadas em festivais internacionais como o Festival de Cannes e o Festival de Veneza (Leão de Prata: Recordações da Casa Amarela).
Em 2003, ano da sua morte, estreia o seu último filme, Vai e Vem, e é lançada, pela Atalanta, a edição integral da sua obra cinematográfica em DVD, que contém 14 títulos mais extras, como curtas metragens e entrevistas.
A edição foi oportuna e vendeu-se bastante bem; toda a suposta marginalidade do autor é exposta no seio da família portuguesa em pequeno formato mas de rico conteúdo.
O primeiro volume é composto pelos 4 primeiros filmes de João César Monteiro: Sophia de Mello Breyner Andresen (1969), Quem Espera por Sapatos de Defunto Morre Descalço (1970), Fragmentos de um Filme-Esmola: a Sagrada Família (1972) e Que Farei com esta Espada? (1975).
O primeiro, como o próprio título indica, é um documentário sobre a grande poetisa portuguesa falecida este ano. A preto e branco, JCM entra na sua intimidade ao mesmo tempo que enquadra com símbolos a poesia marítima de Sophia. No entanto, um detalhe revela já a pouco escrupulosa sensibilidade de JCM: enquanto Sophia recita um poema na sua sala de estar, a sua filha coloca uma música dos Beatles a tocar no gira-discos aos altos berros. Sophia, que tenta ignorar de início, vê-se obrigada a protestar energicamente contra a suposta má educação da filha. Que depois descobre-se (graças aos extras do DVD) ter sido manipulado por JCM: um sentido de humor desrespeitador da imagem da poetisa Sophia? Não tanto, um pequeno sinal idiossincrático de JCM que termina o filme com o mar e uma arrepiante poesia de Sophia recitada pela própria no que é um emocionante e modernista tributo de JCM à grande dama da poesia portuguesa.
O segundo filme da lista, certamente inspirado na nouvelle vague francesa, revela-nos um pouco mais do conhecido estilo de JCM: um filme onde a palavra literária domina em relação à imagem, mesmo que esta queime certas vezes a fita num campo experimental que não mais foi repetido na sua obra. O filme é protagonizado por um Luís Miguel Cintra muito jovem, dobrado pela voz de JCM, pausada, ponderada, um estilo que começa a despontar de um autor que, como mais tarde se definiria, sempre foi um «intelectual de esquerda».
O terceiro encontra a sua razão de ser no mais que justificado título: fragmentos de um filme-esmola. Esmola porque, mais uma vez, JCM não conseguia encontrar o dinheiro necessário para levar ao cabo a sua obra.
Fragmentos, porque não se trata de uma história, mas de cenas numa família, onde o pai, alter-ego de JCM, vive para o seu mundo e para os seus, ignorando a estrutura social e, sobretudo, económica do seu tempo.
Um filme que, ao contrário do anterior, liberta a imagem das formas aprisionadas do velho regime, uma liberdade estética e plástica é procurada com ardor por JCM, que trabalhou na sua montagem durante mais de dois anos.
O quarto filme é o desembainhar a espada de JCM. Contestando a presença de um porta-aviões da NATO no porto de Lisboa, o realizador, unindo-se, entre outros, à escritora Maria Velho da Costa, vai atrás de testemunhos populares inabituais na cinematografia portuguesa. Sendo assim, acerca-se de uma prostituta numa das cenas mais humanas do cinema português: nunca procurando impor-se, deixa-a falar (manipulando-a por detrás da câmara de filmar, sem dúvida, mas de um modo que deixa transparecer a autenticidade do discurso), deixa-a defender, à sua maneira, a Revolução dos Cravos. Outro testemunho fortíssimo e emocionante, o do velho no que parece ser uma assembleia de trabalhadores de Alcáçova, comove-nos com as suas palavras simples e sinceras, que fecham as portas a um mundo cruel e injusto, que nos avisa para os cuidados que devemos ter com as portas que Abril abriu para que elas não se voltem a fechar. JCM remata a sua obra mais abertamente política com um «Proletários de todo o mundo, uni-vos» num filme que une a sua sensibilidade artística ao registo de um real que permanece escondido dos olhos mais medrosos.
Estes quatro primeiros filmes levam-nos a explorar as origens cinematográficas de João César Monteiro, autor que mais tarde seria consagrado por um estilo plasticamente muito depurado, muito pessoal e dotado de um poder de observação de alguém que sempre andou descalço, para melhor sentir a terra e os seus habitantes.
Mas, para além dessa descoberta, estas quatro obras têm um valor cinematográfico próprio, uma busca de algo diferente para mostrar numa época em que Portugal despontava para o que parecia ser um futuro mais radioso.
A continuação da obra de JCM sempre esteve ligada ao rumo que Portugal tomava, daí o seu humor corrosivo e “anarquista” para com as instituições que cada vez mais mostram estar ao serviço dos mais poderosos. Mas essa é uma outra história.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

É só esperar para ver|...

01 de Fevereiro de 2016

A 1 de Fevereiro de 1872 - Nasceu Jules Jean Paul Fort



Jules Jean Paul Fort, poeta francês, nasceu em Reims no dia 1 de Fevereiro de 1872. Morreu em Montlhéry, Essonne, em 20 de Abril de 1960. Foi autor de uma obra poética abundante reunida nos vários volumes das “Ballades françaises. Apesar de escrever sobretudo segundo as correntes literárias do Simbolismo e do Lirismo, foi também um importante porta-voz do Futurismo.
Em 1878, o pai levou a família para Paris. Paul fez os seus estudos secundários no Liceu Louis-le-Grand e tornou-se amigo de Pierre Louÿs e André Gide.
Frequentava o Café Voltaire, quartel-general dos poetas simbolistas. Redigiu em 1889 um «manifesto a favor da criação de um teatro representativo deste grupo, que rompesse com a corrente naturalista». Criou neste mesmo ano, juntamente com Lugné-Poe, o Teatro de Arete que se tornou em 1893 o Théâtre de l'Œuvre e que viria a revelar os dramaturgos nórdicos Henrik Ibsen e August Strindberg.
Acabada a sua “aventura” teatral, consagrou-se então à poesia. Entregou os seus primeiros poemas à editora Mercure de France em 1896. Estes poemas viriam a constituir o começo das “Ballades françaises”, 17 volumes de poesia escritos sobretudo entre os anos 1920 e 1950.
Paul Fort organizou, desde 1903, sessões semanais de leituras poéticas. Em 1905, co-fundou a revista “Vers et prose”, que publicou vários trabalhos de Guillaume Appolinaire e Max Jacob, entre outros escritores de nomeada.
Feito comendador da Legião de Honra, Paul Fort contribuiu bastante para dar ao bairro de Montparnasse, em Paris, a sua fama artística. Foi eleitoPríncipe dos Poetas em 1912, no seguimento de um referendo organizado por cinco jornais: “Gil Blas”, “Comoedia”, “La Phalange”, “Les Loups” e “Les Nouvelles”.
Foi um dos principais membros do júri do Prémio Juventude, criado em 1934. Voltou oficialmente a Reims, sua terra natal, para inaugurar uma exposição – que lhe era consagrada – na Biblioteca Carnenie.
Entre as homenagens que lhe foram prestadas após o falecimento, salienta-se ter sido dado o seu nome a várias escolas francesas, a uma rua de Paris e a uma sala de espectáculos em Nantes. O pintor Ferdinand Desnos pintou um quadro intitulado “Le poète Paul Fort à la Closerie des Lilas”. Alguns dos seus poemas foram musicados e cantados por Georges Brassens.